Elza Fiuza/Divulgação
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Rio Grande do Sul investiga três casos de reação à vacina contra HPV

Duas delas sofreram choque anafilático e a terceira teve convulsões

Elder Ogliari , Especial para O Estado

27 Março 2014 | 12h36

Atualizada às 21h04

PORTO ALEGRE - Três meninas do Rio Grande do Sul tiveram reações alérgicas depois de serem vacinadas contra o HPV desde que a campanha de imunização começou, no dia 10 de março. Duas delas, de Porto Alegre, ambas com 13 anos, sofreram choque anafilático, pouco após receberem a imunização, no dia 24. Levadas a uma Unidade Básica de Saúde, elas ficaram em observação e depois foram liberadas. A terceira, de Veranópolis, com 11 anos, teve crise convulsiva e se recuperou bem.

A Secretaria da Saúde investiga se há conexões entre a vacina e os três casos. Enquanto não houver um esclarecimento, o uso de doses do mesmo lote está suspenso. Isso pode levar as equipes a reagendarem a vacinação em algumas escolas do Estado. Os três casos correspondem a menos de 0,003% das 113 mil doses já aplicadas no Rio Grande do Sul. A campanha é voltada a meninas de 11 a 13 anos e vai até 10 de abril. O secretário da Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde, Jarbas Barbosa, refirmou ontem a segurança da vacina. "Um evento que sucede a aplicação da vacina não é, necessariamente, causado por ela", disse.

Campanha. O Sistema Único de Saúde (SUS) começou a partir do dia 10 de março a realizar a vacinação contra o Papiloma Vírus Humano (HPV) para as meninas de 11 a 13 anos. A vacinação terá como meta prevenir contra o câncer de colo de útero de 80% das 5,2 milhões de meninas que formam o público-alvo da campanha.

Para aumentar a eficácia, o ministério decidiu realizar a imunização das meninas em três doses. A primeira começará em março e será realizada em 36 mil salas de vacina do SUS e pelas escolas públicas e privadas. A segunda e a terceira doses, respectivamente aplicadas seis meses e cinco anos após a primeira vacinação, serão realizadas apenas pelo SUS. Esse esquema de dosagem espaçada é recomendado pela Organização Pan-Americana da Saúde (Opas) e atualmente é usado por Canadá, Suíça, México e Colômbia.

São Paulo. Nesta segunda-feira, 24, mais de 451,4 mil meninas haviam sido vacinadas contra o vírus HPV no Estado de São Paulo, de acordo com levantamento divulgado pela Secretaria Estadual da Saúde. O número representa 56% da meta de vacinação, que é imunizar 808,3 mil adolescentes paulistas até o dia 10 de abril.

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