Rio Negro ultrapassa marca histórica de cheia

O Rio Negro superou ontem a marca histórica de cheia, chegando aos 29,78 metros. A última grande cheia em Manaus foi registrada em 2009, quando o rio chegou aos 29,77 metros, no dia 1.º de julho. A previsão do Serviço Geológico do Brasil (CPRM) é que o nível da água continue subindo e alcance neste ano 30,13 metros.

RENATA MAGNENTI, ESPECIAL PARA O ESTADO, MANAUS, O Estado de S.Paulo

17 Maio 2012 | 07h50

Em Manaus, assim como em outros 52 dos 62 municípios do Amazonas, a situação é de emergência. Nos municípios de Careiro e Anamã, o alerta deve ser elevado para calamidade. "Nessas cidades as aulas já foram suspensas, o serviço hospitalar é precário, faltará água e alimentação e haverá racionamento de energia. Estudamos a possibilidade de retirarmos os moradores dessas cidades", declarou o titular do Subcomando de Ações de Defesa Civil (Subcomadec), tenente-coronel Roberto Rocha.

Em todo o Estado, mais de 75 mil famílias sofrem com a subida dos rios. Na capital, ao menos 10 mil famílias foram afetadas. No comércio, 140 lojas instaladas na zona central foram atingidas e 40 delas fecharam as portas.

A agricultura regional acumula perda de mais de R$ 34 milhões, tendo afetado produções em 36 municípios. A produção de mandioca, por exemplo, amarga prejuízo na ordem de R$ 13 milhões e o cultivo da banana, mais de R$ 6 milhões.

Foram distribuídos mais de 33 mil cartões "Amazonas Solidário", no valor de R$ 400 cada, e o governo dispensou um aporte financeiro de mais R$ 850 mil.

Na semana passada, o governo federal autorizou o repasse de R$ 7 milhões ao governo do Amazonas para a execução de ações de socorro.

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