Rio reage à avaliação sobre dados da segurança

Em entrevista coletiva no final da tarde de hoje, representantes das secretarias de Segurança e de Saúde do Estado do Rio reconheceram que houve discrepância nas estatísticas de criminalidade divulgadas pelo governo federal, mas afirmaram que vão recorrer contra o rebaixamento imposto pelo Ministério da Saúde em relação à confiabilidade dos dados sobre criminalidade no Rio.

PEDRO DANTAS, Agência Estado

23 de novembro de 2011 | 19h34

"Foi uma injustiça com quem trabalha, dá a cara a tapa e expõe suas informações. Fiquei surpreso ao saber", afirmou o tenente-coronel da PM Paulo Augusto Teixeira, diretor-presidente do Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão subordinado à secretaria de Segurança responsável pela análise e divulgação dos índices de criminalidade.

O subchefe administrativo da Polícia Civil, delegado Sérgio Caldas, disse que, para diminuir o alto número de mortes por causas indeterminadas no Estado do Rio, já foi firmado um convênio entre as secretarias de Segurança e de Saúde para rever cada óbito não esclarecido, que possa ter sido homicídio doloso.

A assessora de dados vitais da Secretaria da Saúde, Ângela Cascão, culpou o fim de um convênio entre a pasta da Saúde e a Polícia Civil, em 2006, pela discrepância entre os números da Segurança Pública e da Saúde. "Há uma dificuldade para a obtenção dos dados da Segurança Pública por parte da secretaria de Saúde, mas estamos revertendo isso com este novo convênio."

Segundo ela, um dos recursos para acelerar a obtenção de informações é a determinação de que, nas certidões de óbito por mortes violentas, conste o número do boletim de ocorrência relativo ao caso.

Apesar de afirmar que ficou triste com o rebaixamento, o subchefe da Polícia Civil disse não acreditar que a falta de confiabilidade nos números oficiais da Segurança interfira na sensação de segurança da população fluminense.

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