Rio recebe 2 mi de turistas de 180 países durante JMJ

Vários recordes foram batidos no Rio de Janeiro nos seis dias da Jornada Mundial da Juventude, com a presença do papa Francisco, mostram os números do balanço divulgado nesta segunda-feira, 29, pela Prefeitura do Rio. A cidade nunca viu tantos turistas reunidos em um só evento: foram 2 milhões, de 180 países. Também foi inédita a aglomeração na Praia de Copacabana, com 3,2 milhões de pessoas na missa celebrada pelo pontífice, na manhã de domingo.

LUCIANA NUNES LEAL, Agência Estado

29 de julho de 2013 | 18h46

O Cristo Redentor, que pela primeira vez funcionou 24 horas por dia, recebeu 20 mil visitantes na sexta-feira passada, 26, quatro vezes mais que a média de 5 mil visitas por dia. Segundo o prefeito Eduardo Paes, R$ 1,2 bilhão foi injetado na economia da cidade durante o encontro católico.

"Foi a maior, mais longa e mais bonita celebração da história da cidade", disse o prefeito. Paes disse que problemas como o fato de o papa ter ficado preso na Avenida Presidente Vargas, logo na chegada ao Rio, a chuva que obrigou a transferência da vigília e da missa de encerramento de Guaratiba, na zona oeste, para a Praia de Copacabana, na zona sul, as longas filas para transportes coletivos e para os banheiros químicos foram "algumas batalhas perdidas" e um aprendizado para eventos futuros.

Fez, no entanto, um balanço positivo dos seis dias de movimento fora do comum na cidade. "Fiquei muito triste que não tenham acontecido os eventos em Guaratiba. Em sã consciência eu não deixaria Copacabana durante quatro dias naquela pressão. Mas a experiência da Jornada foi muito bem sucedida", disse o prefeito.

O encontro católico aconteceu entre os dias 23 e 28 de julho. Na área de transporte, que apresentou muitos problemas durante o encontro católico, com pane no metrô e ônibus superlotados, os números também foram inéditos. Somente no sábado, mais de 155 mil passaram pela Central do Brasil para pegar os trens urbanos. O metrô recebeu 3,5 milhões de passageiros nos seis dias. A frota de 8.800 ônibus também transportou 3,5 milhões de passageiros.

Já em relação ao lixo, o balanço é surpreende pelo motivo oposto. Com pouco consumo de bebida alcoólica nas ruas, a Companhia de Limpeza Urbana recolheu durante toda a Jornada 390 toneladas de resíduos (345 toneladas de lixo orgânico e 45 toneladas de reciclável). É pouco mais do que as 320 toneladas de lixo recolhidas em uma noite de réveillon, comparou o prefeito. "Esse dado mostra o grau de civilidade dos visitantes e dos cariocas nesta situação. O carioca, quando quer, sabe tratar com muito carinho a cidade. É um ponto para a gente refletir nos eventos futuros, isso pode se repetir", afirmou.

"Foi uma invasão do bem. Claro que as pessoas eram as mesmas, mas, no total, a Praia de Copacabana recebeu, em quatro dias de eventos com o papa, 9,2 milhões de fiéis. Teve 1,5 milhão de pessoas na acolhida e o mesmo número no dia seguinte, na Via Sacra. Na vigília foram 3 milhões e na missa de domingo, 3,2 milhões. Não houve nenhum tumulto, nenhum problema mais sério, os atendimentos médicos foram em geral de pouca gravidade. Apesar dos problemas que enfrentamos, do aprendizado, a cidade de comportou muito bem", disse o prefeito. "Já estou com saudade das confusões do papa Francisco. Ele foi o visitante mais ilustre e mais agradável que a cidade já recebeu, além da garotada alegre."

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