Rio registra menor índice de homicídios no 1º semestre de 2008

Apesar de dados serem referentes aos 6 primeiros meses do ano passado, balanço do ISP só foi liberado nesta 5ª

da Redação, O Estado de S.Paulo

08 Janeiro 2009 | 18h27

O Estado do Rio registrou no primeiro semestre do ano passado o menor índice de homicídios intencionais desde 2000, na comparação com o mesmo período dos anos anteriores. De janeiro a junho de 2008, 2.859 pessoas foram assassinadas no Rio. Nos primeiros seis meses de 2000, esse número foi de 3.287, tendo chegado a 3.483 em 2005. Em relação ao primeiro semestre de 2007, que contou 3.135 vítimas, a redução foi de pouco menos de 9%. No entanto, a estatística de roubo a transeunte mais do que triplicou nos últimos nove anos: saltou de 9.036 casos em 2000 para 33.300 no ano passado. Em relação ao mesmo período de 2007, o crescimento foi de 17%.  Veja também:Cai número de vítimas de balas perdidas no RJ, aponta relatório Os números constam de um estudo do Instituto de Segurança Pública (ISP), ligado à Secretaria de Segurança do Rio, que, apesar de se referir aos primeiros seis meses do ano passado, só foi divulgado nesta quinta-feira, 8. Além dos registros em delegacias, dados da Polícia Militar e do Instituto de Criminalística Carlos Éboli (ICCE) permitiram ao ISP apresentar análises mais detalhadas sobre a apreensão de armas e drogas, que é divulgada mensalmente. Os dados comprovam o crescimento do crack no mercado de drogas do Rio, que até bem pouco tempo rejeitava o entorpecente por seu baixo valor e alto grau de letalidade. A participação do crack quase triplicou no total de drogas apreendidas entre janeiro e junho de 2008: saltou de 3,3% para 9,0% do total. A maconha continua sendo a droga mais apreendida pela polícia do Rio, mas recuou de 60,8% para 50,4% do total. Em segundo lugar se manteve a cocaína, que subiu de 34,3% para 37,7% do total apreendido. A proporção de fuzis, metralhadoras e pistolas no total de armas apreendidas pela polícia aumentou de 23,4% no primeiro semestre do ano retrasado para 26,3% no de 2008. Mas a maior parte do armamento retirado das mãos de bandidos continua sendo revólveres, subindo de 52,7% para 54,5% do total. Seguindo a tendência de queda de homicídios dolosos, o número de mortes por arma de fogo caiu levemente em 2008, em relação a 2007 (2.015 registros contra 2.152 na comparação dos primeiros semestres), mas teve redução mais substancial na série histórica, quando o Rio atingiu o pico de 3.011 registros de assassinados a tiros em 2002. O número de mortos em supostos confrontos com a polícia bateu recorde entre janeiro e junho de 2008: 757, o maior índice em um primeiro semestre desde 2000, ano em que o número equivaleu a menos de 1/4 disso: 172 mortes.

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