Fernando Frazão - ABR/AE
Fernando Frazão - ABR/AE

Rio tem mais duas manifestações neste fim de semana

No sábado, 13, um rapaz ficou ferido na cabeça, atingido por um cinzeiro de vidro que teria sido arremessado da sacada do Copacabana Palace

HELOISA ARUTH STURM E MARCELO GOMES, Agência Estado

14 de julho de 2013 | 19h57

As manifestações de rua tiveram mais duas edições neste fim de semana no Rio de Janeiro. Na noite de sábado (13), cerca de 200 pessoas fizeram protesto contra a qualidade do transporte coletivo na cidade, durante a cerimônia religiosa e a festa de casamento da neta do empresário Jacob Barata, conhecido na cidade como o ''rei do ônibus''. Um rapaz ficou ferido na cabeça, atingido por um cinzeiro de vidro que teria sido arremessado da sacada do Copacabana Palace por um dos convidados.

Neste domingo (14), atendendo a uma convocação feita pelas redes sociais, manifestantes se reuniram novamente no Largo do Machado para marchar em direção ao Palácio Guanabara, sede do governo estadual. Batizado de "Fora Cabral" o ato reuniu também em torno de 200 pessoas, que caminharam cerca de um quilômetro até a sede do governo.

A manifestação foi pacífica, acompanhada de perto por mais de cem policiais militares, além de bombeiros. Sem muros, a sede do governo foi protegida por duas barreiras de cercas metálicas atrás do cordão de isolamento feito pelos PMs. Com megafone, um policial disse que a PM estava aqui ali garantir que a manifestação fosse pacífica. Foi vaiado.

Outra barreira de policiais foi montada em frente à Casa de Saúde Pinheiro Machado para impedir uma nova invasão da unidade, como a que ocorreu no protesto da última quinta-feira. Na ocasião, a polícia lançou bombas de gás no local, o que deixou pacientes em pânico.

"Fora imprensa fascista!" e "Fora Cabral" foram algumas das frases mais entoadas pelo coro de manifestantes. Ao contrário de outros protestos, não havia pessoas com máscaras e nem com rosto coberto.

Casamento

No sábado, o casamento de Francisco Feitosa Filho e Beatriz Barata foi celebrado na tradicional Igreja do Carmo, no Centro do Rio, a poucos metros da Assembleia Legislativa, que foi palco dos mais violentos confrontos entre policiais e manifestantes em protestos anteriores. Do lado de fora da igreja, dezenas de pessoas gritavam palavras de ordem contra o empresário e contra a qualidade do serviço de transporte coletivo no Rio. Um cordão de policiais protegia a entrada dos convidados.

A família Barata tem participação em 9 das 41 empresas de ônibus que ganharam a licitação feita pela Prefeitura do Rio em 2010 para explorar as linhas municipais. Vestida de noiva, uma das manifestantes chegou a entregar baratas de plásticos aos policiais. A convocação do protesto ocorreu pelo Facebook, após o vazamento do local da cerimônia.

Depois, a manifestação transferiu-se a calçada em frente ao Hotel Copacabana Palace, onde foi realizada a festa. Irritados com o protesto, alguns convidados fizeram aviõezinhos com notas de R$ 20 e lançaram ao grupo de manifestantes. Depois de ser atingido por um cinzeiro, Ruan Martins foi encaminhado a uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), onde levou pontos no local do ferimento.

Segundo nota da Polícia Militar, alguns manifestantes atiraram pedras contra o hotel após o jovem ter sido atingido e a PM atirou bombas de efeito moral e spray de pimenta contra os manifestantes.

Mais conteúdo sobre:
ProtestosRiofim de semana

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.