Rio tem tentativa de arrastão após protesto

Uma tentativa de arrastão, depois de manifestação que reuniu na noite de ontem 300 pessoas na Praça das Nações, em Bonsucesso, zona norte do Rio, terminou em confronto na Favela Nova Holanda, no Complexo da Maré. A confusão começou ainda durante o ato, que chegou a ser desmarcado pelas redes sociais. Um grupo de rapazes, com os rostos cobertos com camisetas, tentaram assaltar os manifestantes. Depois, seguiram para a Avenida Brasil, com a intenção de fechar a via, mas foram impedidos pela Polícia Militar. O grupo seguiu, então, para a Favela Nova Holanda.

CLARISSA THOMÉ, Agência Estado

25 de junho de 2013 | 01h41

O Batalhão de Operações Especiais (Bope) reforçou o policiamento. Houve confronto. Estudantes de um curso de pré-vestibular comunitário ficaram retidos na ONG Redes da Maré. Havia uma reunião de fotógrafos na ONG Observatório de Favelas. Eles também ficaram em meio ao fogo cruzado. "A polícia lançou bombas de efeito moral. Em seguida começaram os tiros. Ninguém consegue sair", contou um dos fotógrafos da Agência Imagens do Povo. Pelas redes sociais, moradores narravam o conflito e pediam a presença da imprensa. Uma internauta escreveu: "Um homem foi assassinado entre a rua Getúlio Vargas e o Campo da Paty, na Nova Holanda. Aqui na Maré a bala é de fuzil, o mesmo Estado que manda a polícia atacar manifestantes, decreta pena de morte nas favelas!".

Em Seropédica, na Baixada Fluminense, um ônibus foi queimado durante protesto. Os manifestantes fecharam a BR-465 e em seguida, atearam fogo ao veículo. A polícia dispersou o grupo com bombas de efeito moral.

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