Rio terá 5 hospitais federais blindados contra tiroteios

Cinco dos seis hospitais da rede federal no Rio serão blindados. As unidades estão em regiões consideradas áreas de risco, por conta de constantes tiroteios entre traficantes de facções rivais e confrontos com a polícia. No fim da tarde de ontem, uma bala perdida atingiu o centro cirúrgico do Hospital Geral de Bonsucesso que está entre os que receberão o reforço. O tiro destruiu um equipamento de leitura de slides de Raio X. Ninguém ficou ferido.

CLARISSA THOMÉ, Agencia Estado

17 Julho 2009 | 18h35

Os hospitais terão diferentes proteções contra disparos de arma de fogo - as intervenções preveem a construção de muros de concreto, distantes cerca de um metro dos prédios, instalação de venezianas de aço (brie-soleil, no termo técnico) e até mesmo a blindagem de vidros, em alguns casos. "Vamos usar todos os mecanismos para evitar qualquer risco para a população e o servidor", afirmou o diretor da Rede Hospitalar Federal no Rio, Oscar Berro. Ele explicou que nem todos os prédios dos hospitais vão precisar de intervenções. "Os edifícios foram construídos de forma que um protege o outro. Nas salas que ficam mais expostas, a intenção é redirecionar serviços para áreas com menos risco. Se isso não for possível, vamos adotar as medidas de proteção."

Receberão a blindagem os hospitais de Ipanema, na zona sul, vizinho da favela Pavão-Pavãozinho; dos Servidores, no centro, próximo ao Morro da Providência; do Andaraí, na zona norte, perto da favela do Cruz e do Morro do Andaraí; o HGB, no subúrbio, cercado pelos complexos de Manguinhos e da Maré; e o Cardoso Fontes, na zona oeste, perto do Morro São José Operário. A única instituição federal que não passará pela reforma é o Hospital da Lagoa, na zona sul.

O diretor ressaltou que a decisão de reforçar a segurança nos hospitais não foi motivada pela bala perdida que atingiu o centro cirúrgico do HGB. Segundo ele, a medida já havia sido acertada há cinco meses, quando foi lançado o projeto de reestruturação e qualificação dos hospitais federais no Rio. O programa prevê gastos de R$ 500 milhões em qualificação profissional e modernização de equipamentos. Da verba total, R$ 110 milhões serão destinadas a intervenções arquitetônicas, o que inclui a blindagem. O projeto será concluído em dois anos.

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