Rio terá radares para monitorar chuva; mortos chegam a 744

Subiu para 744 o número de mortes provocadas pelas chuvas que devastaram a região serrana do Rio de Janeiro na semana passada, e a Secretaria Estadual do Meio Ambiente anunciou nesta quinta-feira a criação de uma rede de monitoramento de áreas de risco, que estará pronta no próximo verão.

REUTERS

20 de janeiro de 2011 | 13h02

O secretário Carlos Minc informou que radares meteorológicos irão operar de forma integrada e poderão alertar para a chegada de chuvas com 12 horas de antecedência.

"Os radares serão ligados em nível nacional, principalmente com São Paulo... para cobrir todo o espaço. Faremos uma operação conjunta e estamos adquirindo dois radares, softwares e qualificando equipes", disse Minc, acrescentando que o investimento é de 30 milhões de reais.

O Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) anunciou que passará a receber informações do International Charter Space and Major Disasters, que distribui dados orbitais para auxiliar países afetados por desastres naturais, que ajudarão na reconstrução e prevenção de novos desastres na região serrana do Estado.

Equipes de resgate procuram mais de 300 desaparecidos nas cidades atingidas pela tragédia, que deixou mais de 20 mil desalojados e desabrigados.

Em Nova Friburgo, a Secretaria Municipal de Educação decidiu adiar o início do ano letivo, que começaria dia 7 de fevereiro. As aulas ainda não têm data para começar. Ao menos 30 escolas da cidade estão servindo de abrigo para as vítimas da chuva e algumas estão inacessíveis ou tiveram sua estrutura comprometida.

Segundo balanço divulgado no final da manhã desta quinta-feira pela Defesa Civil, já foram confirmadas 357 mortes em Nova Friburgo, 302 em Teresópolis, 64 em Petrópolis e 21 em Sumidouro.

A Secretaria de Saúde e Defesa Civil do Rio de Janeiro informou que já repassou 22 milhões de reais para oito cidades afetadas pelas chuvas na região serrana.

Os recursos devem ser usados em ações como assistência médica em hospitais municipais e postos de saúde, na compra de medicamentos e insumos médicos, e controle de aparecimento de doenças que geralmente surgem após as inundações, como leptospirose e diarreias.

As equipes de resgate ainda não conseguiram acessar todas as áreas afetadas pelo temporal, que caiu na noite do dia 11. Com a profunda mudança na geografia dos municípios provocada pela avalanche de terra, autoridades locais admitem dificuldades no resgate de todos os soterrados.

Integrantes e voluntários da Defesa Civil, assim como membros das Forças Armadas, do Corpo de Bombeiros e da Força Nacional de Segurança Pública participam dos esforços de resgate das vítimas.

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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