Rio Tinto coloca à venda US$8 bi em ativos de alumínio

A mineradora global Rio Tinto sinalizou um recuo importante de seu negócio de alumínio nesta segunda-feira, colocando cerca de 8 bilhões de dólares em ativos à venda em seis países, apenas quatro anos após a compra da gigante de alumínio Alcan por 38 bilhões de dólares.

REUTERS

17 Outubro 2011 | 08h42

A Rio Tinto informou que planeja vender 13 unidades, incluindo fundições e refinarias de alumina, em um movimento imediatamente interpretado como uma forma de transferir ainda mais recursos para minério de ferro, que hoje representa quase 80 por cento das receitas do grupo.

A venda, que deixará o negócio de alumínio remanescente da Rio Tinto centrado principalmente em sua mais rentável operação canadense, foi acordada para ajudar o grupo a mais que dobrar suas margens de ganho com alumínio para 40 por cento até 2015.

"O único jeito que eles podem conseguir isso é se livrando de todos esses ativos que nunca poderão ser de classe mundial", disse o analista de recursos Peter Chilton, da Constellation Capital Management.

"Nós não temos nenhuma pressa (para vender)," disse a presidente-executiva da Rio Tinto Alcan, Jacynthe Cote, em teleconferência após o anúncio. Ela se recusou a dizer se a Rio Tinto já está em conversações com potenciais compradores.

A companhia afirmou que irá considerar uma gama de opções para alienar os ativos, o que pode incluir listá-los como uma empresa separada, cisão em uma nova empresa para os acionistas da Rio Tinto ou encontrar compradores para os ativos.

Segundo a Rio Tinto, serão vendidos ativos na Austrália, Nova Zelândia, França, Alemanha, Estados Unidos e Grã-Bretanha.

O grupo disse ainda que uma nova unidade, a Pacific Aluminium, irá reunir as seis unidades na Austrália e Nova Zelândia a serem colocadas à venda, incluindo a mina de bauxita Austrália Gove e a refinaria de alumina e fundição Tomago e suas fundições na Nova Zelândia.

As unidades da mineradora na França, Alemanha, Estados Unidos e Grã-Bretanha a serem alienadas continuarão a ser geridas pela canadense Rio Tinto Alcan.

(Por Sonali Paul)

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