Rio Tinto vê 2009 como um ano difícil para preços e volumes

A mineradora global Rio Tinto prevê que 2009 será um ano difícil, tanto em termos de preços como de volumes para as principais commodities, informou Vivek Tulpule, economista-chefe da companhia nesta quarta-feira. Ele afirmou à Reuters durante conferência, que uma melhora era possível em 2010, embora as as pessoas não devam ignorar o risco de uma desaceleração prolongada. As principais commodities da Rio Tinto são minério de ferro, alumínio e cobre. "2009 será um ano muito duro tanto para os preços como para os volumes e provavelmente também para construção. Muitas pessoas com as quais conversei no setor de mineração estão sofrendo uma crise de confiança, estão colocando uma porção de projetos de lado", disse Tulpule. "Nossa visão é que será um ano devagar ou dois". Cobre, zinco, níquel e outras matérias-primas industriais perderam 50 por cento ou mais em valor desde o colapso do ano passado nos mercados das commodities. Para o minério de ferro, analistas preveem que os preços de referência podem recuar até 60 por cento neste ano, devido às fortes quedas na demanda das siderúrgicas, apesar de parte do mercado já reduzir o tombo do preço para algo entre zero e menos 20 por cento. Tulpule disse que os benefícios originados do gigante pacote de estímulo econômico da China, destinado basicamente à infraestrutura, devem aparecer na metade do ano. "Levará tempo para compensar o impacto negativo da queda das exportações e da construção, essas áreas desaceleraram muito rápido", revelou Tulpule. Ele completou que o colapso das commodities resultou de duas "crises": a global de crédito e a da China, que foi induzida pela tentativa de desacelerar a economia do país no último ano devido a preocupações de que ela estava superaquecendo. "O efeito sentido foi muito além das próprias expectativas deles e certamente além das expectativas de qualquer outra pessoa", segundo o economista. "Aquela desaceleração teve um impacto profundo em nossos mercados, já que quando o crescimento desacelera, os estoques aumentam, e quando você tem muitas reservas, de repente decide não construir coisas e então não precisa comprar a metade de cobre, alumínio e minério de ferro. (Por Bruce Hextall)

REUTERS

04 de março de 2009 | 10h54

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