Wilton Junior/Estadão
Wilton Junior/Estadão

Rio volta a registrar violência e saques

Atos reuniram um número bem menor de pessoas do que na quinta-feira; na Avenida Ayrton Senna, homens mascarados saquearam uma concessionária de veículos

Tiago Rogero e Fábio Grellet, da Agência Estado,

21 de junho de 2013 | 20h38

No dia seguinte à manifestação que reuniu 300 mil ativistas e terminou em vandalismo, nesta sexta-feira o Rio foi novamente palco de diversos atos. Eles reuniram muito menos gente mas, em vários casos, também acabaram em saques e tentativas de invasão a estabelecimentos comerciais. Um dos protestos pacíficos ocorreu na zona sul, onde manifestantes foram até o prédio onde mora o governador Sérgio Cabral (PMDB). Ele não estava em casa, segundo sua assessoria.

A principal concentração ocorreu na Barra da Tijuca, na zona oeste, onde três shoppings fecharam as portas e três das principais vias da região (Linha Amarela e Avenidas Ayrton Senna e das Américas) foram interditadas. Enquanto um grupo de aproximadamente 2 mil pessoas protestava em paz, tendo como principal bandeira o combate à corrupção, em outro trecho do bairro, próximo da comunidade de Cidade de Deus, houve saques e depredações.

 

 

Por volta das 18 horas, uma concessionária de veículos na Avenida Ayrton Senna, que estava fechada por receio de depredações, foi invadida por saqueadores. Um grupo que estava com o rosto coberto e não carregava cartazes nem parecia fazer qualquer reivindicação quebrou os vidros da loja a pedradas. Depois seguiu para outros estabelecimentos comerciais, que também foram parcialmente destruídos. A PM dispersou o grupo.

No meio de outra marcha, que protestava de forma pacífica, a única confusão ocorreu quando um grupo invadiu a Cidade das Artes, complexo artístico que pertence à Prefeitura do Rio. Cerca de 20 pessoas derrubaram uma grade e ocuparam o prédio. Saíram assim que a polícia chegou.

Já na zona sul um ato que reuniu cerca de 700 pessoas começou às 18 horas em Ipanema e seguiu pela Avenida Vieira Souto na direção do Leblon. O grupo parou em frente ao prédio onde mora o governador. As ruas foram interditadas e o prédio foi cercado pela PM.

Por volta das 15h, rumores sobre a realização de protestos causaram o fechamento do comércio em Copacabana e no Largo do Machado, zona sul, e nas imediações da Rua Uruguaiana, no centro. Mas não houve protestos.

Baixada. Em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, por volta de 19h, manifestantes atearam fogo em um ônibus no km 178 da Via Dutra. Bombeiros apagaram as chamas e ninguém se feriu, mas a rodovia ficou interditada por mais de uma hora. Outro protesto violento ocorreu no centro de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense. Logo no início do ato houve saques generalizados. (Colaborou Felipe Werneck)

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