Riscos do Vioxx começam antes do que se dizia, afirma estudo

O risco cardíaco provocado pelo antiinflamatório Vioxx, do laboratório Merck, começa muito antes dos 18 meses de uso, segundo estudo que contradiz declarações do fabricante e de seus cientistas. O estudo, realizado com 2.434 pacientes e publicado na quarta-feira pela New England Journal of Medicine, foi suspenso antecipadamente quando o medicamento foi retirado do mercado, em setembro de 2004. Embora a duração média do tratamento tenha sido apenas de 7,4 meses, os pesquisadores concluíram que o Vioxx (nome genérico: rofecoxib) estava associado a um aumento na frequência de incidentes cardiovasculares, como dores no peito, enfartos, derrames, coágulos e morte súbita por problemas cardíacos. A Merck disse que o estudo publicado na revista é apenas uma pequena parte da história do Vioxx, longe de ser conclusiva. Os pesquisadores argumentaram que o estudo foi limitado pelo número relativamente baixo de incidentes cardíacos --15 no grupo do Vioxx, 6 no grupo que usou placebo-- e pela duração abreviada. "Entretanto, nossas conclusões sugerem um risco aumentado de eventos cardiovasculares de trombose em pacientes escolhidos aleatoriamente para receberem rofecoxib", disseram os pesquisadores, explicando que esse risco ocorre durante o tratamento e nos 14 dias seguintes. O estudo foi liderado por David Kerr, da Universidade de Oxford (Grã-Bretanha). Kent Jarrell, porta-voz da Merck, disse que o estudo "não deve ser tomado fora do contexto". "É muito difícil tirar conclusões significativas do pequeno número de eventos cardiovasculares nesta pesquisa, porque ela foi concluída prematuramente." (Por Bill Berkrot)

REUTERS

26 Julho 2007 | 01h38

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