Ritmo de obras em aeroportos é 'preocupante', diz Ipea

O ritmo das obras de ampliação dos terminais de passageiros nos aeroportos das cidades brasileiras que vão sediar a Copa de 2014 é "preocupante". A afirmação é do coordenador do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Carlos da Silva Campos Neto, que participa de um evento sobre o setor aeroportuário em São Paulo. "Em termos de investimento em terminais de passageiros, o que a gente percebe é uma situação preocupante porque a grande maioria ainda está em fase de projeto", disse.

SILVANA MAUTONE, Agência Estado

06 de agosto de 2012 | 14h11

Segundo levantamento por ele apresentado, obras nos aeroportos de Porto Alegre, Curitiba, Salvador e Confins (MG), por exemplo, ainda estão em fase de projeto básico. O diretor do Ipea também se disse preocupado com o ritmo da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero) na execução de investimentos - apesar de, mais cedo, o diretor de Obras de Engenharia da estatal, Jaime Henrique Parreira, ter dito que a expectativa é encerrar o ano tendo sido realizados entre 85% e 90% dos aportes programados. "Nos seis primeiros meses de 2012, a Infraero só executou 18,4% dos investimentos previstos", disse Campos Neto.

Ele destacou, porém, que no ano passado a maior parte dos investimentos da estatal foi feita nos últimos quatro meses do ano, especialmente no último bimestre. Ainda assim, em 2011 a Infraero só executou 51,2% dos investimentos aprovados. Sobre a situação dos aeroportos brasileiros, ele disse que 17 dos 20 maiores apresentam problemas - ou operam acima da capacidade, como é o caso dos aeroportos de Congonhas e Guarulhos, ou acima do seu limite de eficiência, como ocorre com o Galeão. O diretor do Ipea participa do Aeroinvest 2012 - 3º Fórum Internacional de Investidores em Infraestrutura Aeroportuária, que está sendo realizado em São Paulo.

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