RJ: água será interrompida em área de risco em cidade

Com o objetivo de evitar que áreas devastadas pelo temporal da semana passada, em que morreram 754 pessoas na região serrana do Rio de Janeiro, sejam ocupadas novamente, a Defesa Civil de Teresópolis determinou que o fornecimento de água seja interrompido em 93 pontos da cidade sujeitos a enchentes e deslizamentos. Nas comunidades onde tubulações foram danificadas pela tempestade, caminhões-pipa atenderão os moradores, mas a rede de abastecimento não será restabelecida.

BRUNO BOGHOSSIAN, Agência Estado

20 de janeiro de 2011 | 19h37

"Em alguns locais, a Defesa Civil afirma que não é interessante retomar o fornecimento de água, pois os moradores serão removidos. Nesses casos, não queremos incentivar a ocupação irregular com a oferta do serviço", afirmou o presidente da Companhia Estadual de Águas e Esgotos do Rio (Cedae), Wagner Victer.

A lista das regiões que terão o fornecimento de água cortado ainda não foi enviada à Cedae, mas a prefeitura afirma que pretende aplicar um decreto editado em 2009, que exigia que as concessionárias de serviços públicos não fizessem ligações em 93 áreas de risco apontadas em um levantamento feito pela Defesa Civil.

A Cedae afirma que já restabeleceu o abastecimento de água em 95% do município de Teresópolis. Os 5% restantes são áreas em que a tubulação apresenta vazamentos que serão reparados ou locais em que o fornecimento não será retomado, segundo a determinação da prefeitura. Victer garantiu que a empresa cortará o abastecimento das áreas de ocupação irregular que hoje recebem água.

Cerca de 30 pontos de Teresópolis que estão parcialmente isolados podem não ter seus acessos desbloqueados. A decisão seria uma forma de obrigar os moradores a deixar as áreas consideradas de risco, segundo o secretário municipal de Segurança Pública, Laet Moutinho.

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