RJ tem menor número de homicídios desde 1991, diz secretaria

O número de homicídios caiu aproximadamente 18 por cento no Estado do Rio de Janeiro em 2010 e atingiu o menor nível em quase 20 anos devido, em parte, ao sucesso na implantação das Unidades de Polícia Pacificadora (UPPs), afirmou a Secretaria de Segurança estadual na segunda-feira.

REUTERS

31 de janeiro de 2011 | 21h36

De acordo com o Instituto de Segurança Pública (ISP), órgão ligado à secretaria, foram registrados no ano passado 4.768 homicídios no Rio de Janeiro, enquanto que em 2009 o número de mortes chegou a 5.793.

A redução foi comemorada, embora o número de homicídios ainda seja bastante elevado, de acordo com o secretário estadual de Segurança, José Mariano Beltrame.

"Nesse ano e meio se consolida que a proposta da UPP vem dando resultado", disse ele a jornalistas.

"Primeiro criamos uma estratégia de formar regiões integradas, com plano de metas, e o efeito passou a ser consistente com os programas, que começaram a caminhar juntos com a UPP", afirmou.

A pesquisa do ISP começou em 1991, ano em que foram contabilizadas 7.518 mortes. O número mais baixo de mortes havia sido registrado em 1998, com 5.741 casos.

Com a redução sustentável ao longo dos últimos 4 anos, o número de mortes no Estado caiu de 40,6 registros por cem mil habitantes para 29,8 casos, uma queda de 26,2 por cento.

"Não estamos comemorando nada. Mas esses dados mostram que estamos consolidando uma política de segurança e acena para o caminho que devemos continuar perseguindo", declarou o secretário.

Os dados mostraram um redução quase generalizada dos índices de violência em 2010 com quedas nos roubos de carros, nos latrocínios (roubos seguidos de morte) e nos confrontos com policiais.

Na segunda-feira, o governo do Rio inaugurou a décima quarta UPP na capital, no Morro do São João, no Engenho Novo, e pretende expandir ainda mais a política de segurança. Os próximos alvos serão morros que integram o complexo de São Carlos, que fica entre o centro e a zona norte da capital.

Beltrame disse que o governo estadual prepara a instalação de uma mega UPP no conjunto de favelas do Alemão, que está ocupado por forças de segurança, incluindo o Exército, desde o ano passado.

A unidade terá sub-bases para dar suporte a uma intervenção em uma área que reúne 14 comunidades e quase 400 mil pessoas.

"Queremos mudar a lógica de guerra para um lógica de prestação de serviço. No Alemão, ainda foi uma ação de guerra, mas não é isso que se busca.".

(Reportagem de Rodrigo Viga Gaier)

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