Robôs poderão ensinar crianças

Presença física supera a de um professor virtual

ADAM SNEED / SLATE, O Estado de S.Paulo

11 de agosto de 2012 | 03h08

Durante anos nos prometeram que os robôs em breve estariam saindo das fábricas para nossas vidas cotidianas. Além da destreza e da capacidade de andar, um dos maiores obstáculos da robótica pessoal tem sido a interação homem-máquina.

Um robô social ideal não responde só ao que você diz, mas a como você diz - considerando deixas como entonação de voz, gestos e expressões faciais.

Nossa afinidade com robôs parece afetar a maneira como aprendemos com eles. Pesquisadores da Universidade Yale descobriram que as pessoas que fazem tarefas cognitivas como problemas lógicos aprendem com mais eficácia quando guiadas por um robô físico do que com a ajuda de um avatar na tela.

O estudo não tira conclusões sobre por que o robô físico é um professor mais eficiente que sua versão virtual, mas uma hipótese é que a presença física empresta um certo grau de autoridade que os participantes não sentiriam nos instrutores digitais.

Um projeto da Fundação Nacional de Ciências dos EUA está trabalhando para desenvolver robôs capazes de ajudar crianças com deficiências a aprender habilidades sociais e cognitivas. Para realizar interações significativas, porém, esses robôs precisam ser capazes de aprender por conta própria, para que possam entender os traços de personalidade e deixas sociais de um indivíduo.

Juyang Weng, cofundador do Laboratório de Inteligência Corporificada da Michigan State University, estuda como o ensino robótico e o desenvolvimento cognitivo podem parecer mais com o ensino humano para fortalecer a conexão entre crianças e robôs que ensinem.

Criar inteligência artificial com base em aprendizado e habilidades sociais, porém, estabelecerá um novo padrão para tecnologias educacionais interativas. "Se um dia o robô puder desenvolver sua mente, então o robô poderá ser um amigo muito íntimo de uma criança", diz Weng. "O robô poderá ser um professor de uma maneira muito fundamental." / TRADUÇÃO DE CELSO PACIORNIK

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