Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Rodada de Doha elevará exportação para Brasil e Índia, dizem EUA

As exportações norte-americanas para o Brasil, a Índia e outras grandes economias emergentes devem continuar relativamente estagnadas enquanto não for concluído um novo acordo comercial global, disse a Casa Branca em um relatório econômico anual divulgado na quarta-feira.

DOUG PALMER, REUTERS

23 de fevereiro de 2011 | 21h03

"Um item chave na agenda comercial do governo é, portanto, continuar o trabalho na abertura desses mercados por meio das negociações da Rodada Doha da OMC (Organização Mundial do Comércio)", disse o relatório num capítulo relativo à economia mundial.

Na terça-feira, o diretor-geral da OMC, Pascal Lamy, queixou-se da demora nas negociações da Rodada de Doha, que começaram há nove anos e têm até o fim de 2011 para serem concluídas.

Tentativas anteriores de acordo esbarraram em discordâncias entre países desenvolvidos e em desenvolvimento, principalmente a respeito de questões agrícolas e industriais. Um novo fracasso neste ano pode fazer com que o processo fique parado até a próxima eleição presidencial norte-americana, em novembro de 2012.

O presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, deve discutir o andamento da Rodada de Doha com sua colega Dilma Rousseff durante a visita que ele fará no mês que vem a Brasília.

Na semana passada, o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, disse que os Estados Unidos estavam fazendo exigências inviáveis aos países em desenvolvimento, na ânsia por obterem mais acesso a esses mercados.

O relatório da Casa Branca aponta que Índia, Brasil e China reduziram significativamente suas tarifas de importação nos últimos 20 anos, mas que elas continuam elevadas em relação às alíquotas cobradas nos EUA.

As alíquotas médias são de 13,6 por cento no Brasil, 13 por cento na Índia e 9,6 por cento na China -- bem superiores aos 3,5 por cento cobrados nos EUA, 5,6 por cento na União Europeia e 5,4 por cento no Japão, segundo o relatório.

Outro parâmetro adotado pelo Banco Mundial é o de "restrição geral do comércio" -- quanto maior o índice, mais restrita é a política comercial do país.

O relatório cita que o Brasil tem um índice de restrição comercial de 20,3, superior ao da Índia (18) e China (9,8). Para as economias desenvolvidas, esses índices ficam em 6,3 (EUA), 6,4 (União Europeia) e 11,3 (Japão).

A proporção de exportações norte-americanas direcionadas ao Brasil, à Índia e a outros grandes países emergentes se mantém estável desde meados da década de 1990, quando alguns desses países passaram por uma primeira fase de liberalização comercial, segundo a Casa Branca.

A possibilidade de um crescimento nas exportações para esses países depende ao menos parcialmente de até que ponto eles estarão dispostos a reduzir tarifas e barreiras não-tarifárias, disse o documento.

Ao contrário do que ocorre com Brasil e Índia, a China nos últimos anos ampliou seu papel como destino das exportações norte-americanas e é atualmente o quarto maior mercado dos EUA, atrás de União Europeia, Canadá e México.

Em 2000, apenas 2 por cento das exportações norte-americanas se direcionavam à China, segundo o relatório governamental.

Tudo o que sabemos sobre:
MACRODOHABRASIL*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.