Rodas volta para antiga reitoria

Mudança tem 'importância histórica', diz reitor da USP

Renata Cafardo e Mariana Mandelli, O Estadao de S.Paulo

27 de novembro de 2009 | 00h00

O reitor eleito da Universidade de São Paulo (USP), João Grandino Rodas, resolveu voltar a ocupar o prédio onde funcionou a reitoria da instituição até a ditadura militar. Em 1968, o local foi desocupado e a administração, transferida para edifícios construídos para abrigar residências estudantis. Naquele ano, o Crusp foi desocupado com a intenção de que os estudantes não mais se reunissem.

"Tem uma importância de resgate histórico", diz Rodas. Desde a semana passada, o reitor já ocupa uma sala no prédio chamado de antiga reitoria, o mais alto da cidade universitária. O edifício de oito andares fica em frente à Praça do Relógio e hoje abriga departamentos de comunicações.

Rodas deveria ter tomado posse ontem, pois o mandato de Suely Vilela terminou na quarta-feira. Mas ele preferiu criar uma equipe de transição, que terá pró-reitores da antiga gestão e integrantes de seu grupo de apoio. A posse será apenas no dia 25 de janeiro. "Se assumisse hoje, assumiria o desconhecido", diz ele. "É difícil assumir a 30 dias do fim do ano fiscal. A administração atual precisa encerrar o ano, prestar contas."

Nesse período, Rodas chefiará a equipe de transição e o vice-reitor de Suely, Franco Lajolo, será o reitor em exercício.

No início da tarde de ontem, cerca de 50 alunos invadiram o prédio da antiga reitoria e foram até o gabinete do reitor, no sexto andar. Os estudantes fazem parte de vários movimentos estudantis da USP. Rodas não estava no prédio.

Segundo funcionários, por volta das 15 horas o ato já havia acabado e os alunos se dispersaram. A guarda universitária não foi acionada. Uma estudante do Movimento Negação da Negação, que participou do ato, afirmou que a intenção dos alunos era fortalecer o movimento que chamam de "Fora Rodas". "Não vamos aceitá-lo por tudo que ele representa." Segundo ela, que não quis ser identificada, os 50 alunos deixaram no gabinete faixas de protesto.

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