Romi: US$10 por ação por Hardinge é oferta final

A fabricante de máquinas-ferramenta brasileira Romi afirmou que sua oferta de 10 dólares por ação pela norte-americana Hardinge é a "melhor e final" proposta, e que pretende mantê-la até o vencimento em 26 de maio.

REUTERS

21 de maio de 2010 | 16h09

A Hardinge, no entanto, afirmou que a oferta da Romi não reflete seu valor de forma justa.

"Nos reunimos com a Romi no passado e sempre deixamos claro para eles nosso ponto de vista sobre a precificação da Hardinge e nossas perspectivas para quando a economia melhorar", disse a Hardinge em comunicado nesta sexta-feira.

No começo de fevereiro, a Romi fez uma oferta de 8 dólares por ação da Hardinge, mas o Conselho da empresa norte-americana, que é sua concorrente, recomendou aos acionistas que rejeitassem a proposta, afirmando ser "inadequada e oportunista".

Em meados deste mês, a Romi elevou a oferta em 25 por cento, para 10 dólares por ação, mas o Conselho da Hardinge novamente pediu aos acionistas que não a aceitassem.

A Hardinge se recusa a divulgar quaisquer dados não-públicos, incluindo suas projeções financeiras, à Romi, segundo informou a empresa brasileira, o que dificultaria uma análise mais aprofundada e detalhada sobre o valor da empresa norte-americana.

A Romi afirmou que está decepcionada com a rejeição, pelo Conselho da Hardinge, da oferta melhorada e pediu que acionistas a aceitem.

Às 15h53 (horário de Brasília), as ações da Hardinge caíam 0,33 por cento, para 9,18 dólares, na Nasdaq. Os papéis chegaram a registrar queda de 4 por cento, para 8,80 dólares, no começo da sessão.

Na Bovespa, as ações da Romi subiam 2,97 por cento, a 10,40 reais.

(Reportagem de Divya Sharma em Bangalore)

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