Romney critica Rússia em visita à Polônia durante turnê externa

O pré-candidato republicano à Presidência dos EUA, Mitt Romney, citou a transição da Polônia do comunismo para a democracia como um exemplo para o restante do mundo, ao mesmo tempo em que afirmou nesta terça-feira que a Rússia falhou no caminho para a liberdade.

STEVE HOLLAND, Reuters

31 de julho de 2012 | 14h20

Romney fez as declarações na capital polonesa no final de uma turnê por três países, que também o levou à Grã-Bretanha e Israel. A viagem era para mostrar aos eleitores dos Estados Unidos que o republicano pode servir no cenário mundial tão bem quanto o presidente Barack Obama, mas foi marcada por gafes e erros.

Em um discurso na biblioteca da Universidade de Varsóvia, Romney evocou as lutas da Polônia há duas décadas para derrubar a Cortina de Ferro e elogiou seus esforços desde então para reduzir a presença do Estado e adotar uma economia de mercado -- o mesmo modelo que ele diz ser necessário para reanimar o lento crescimento dos EUA.

"Nos anos 1980, quando outras nações duvidaram que a tirania política pudesse ser enfrentada ou vencida, a resposta foi: 'Olhe para a Polônia'", disse Romney. "E hoje, quando alguns se perguntam sobre o caminho a seguir para sair da recessão econômica e da crise fiscal, a resposta é 'Olhe para a Polônia', mais uma vez."

Os comentários de Romney sobre a Rússia vão repercutir na Polônia, que tem uma história de ocupação por seu vizinho oriental e tem olhado para os Estados Unidos como um contrapeso amigável à influência do Kremlin.

"Infelizmente, há partes do mundo de hoje onde o desejo de ser livre é confrontado com opressão bruta", disse Romney, listando a aliada russa Belarus, o governo da Síria, e o líder da Venezuela, Hugo Chávez.

"E na Rússia avanços que já foram promissores em direção a uma sociedade livre e aberta falharam", acrescentou.

Romney já havia dito que a Rússia é "sem dúvida o nosso inimigo geopolítico número 1".

Ele prometeu não criticar seu rival democrata à Presidência em solo estrangeiro, mas seus comentários na Polônia - assim como durante a etapa de Israel de sua turnê - pareceram ter o intuito de realçar diferenças de abordagem dos candidatos sobre a política externa.

Obama pôs a ênfase em um "reinício" das relações previamente pesadas com o Kremlin. Alguns na Polônia sentiram que os Estados Unidos estava ignorando sua aliança de longa data com o país em prol de um melhor relacionamento com a Rússia.

Tudo o que sabemos sobre:
POLONIAROMNEYRUSSIA*

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.