Romney deixa de lado ataques sobre a Líbia em debate final

O republicano Mitt Romney recuou na última chance de colocar o presidente norte-americano, Barack Obama, na defensiva sobre o ataque mortal à missão dos EUA na Líbia em setembro, ao evitar confrontos sobre o assunto no último debate da campanha presidencial nos EUA, na segunda-feira.

MATT S, Reuters

23 de outubro de 2012 | 08h00

Obama chegou ao confronto em Boca Raton, na Flórida, claramente preparado para o segundo round de um combate sobre os acontecimentos que envolveram a morte do embaixador dos EUA na Líbia e mais três norte-americanos no consulado em Benghazi, um tema delicado para o presidente a apenas duas semanas da eleição de 6 de novembro.

Mas Romney, cujo passo em falso sobre a Líbia no debate anterior pode tê-lo deixado reticente, escapou de um embate dessa fez --uma decisão que pode ter decepcionado muitos eleitores conservadores que esperavam ver seu candidato no ataque.

Obama foi o único dos dois candidatos a proferir a palavra "Benghazi" durante o debate de 90 minutos focado na política externa, e o presidente ainda disse mais tarde, a um certo momento, "voltando à Líbia..." quando outra pergunta foi feita.

Perguntado por que Romney havia abandonado os golpes sobre o assunto, o assessor sênior de Romney Eric Fehrnstrom disse: "Ele dirigiu-se a isso muitas vezes em outros fóruns e havia muitas outras áreas para serem tratadas."

A deputada democrata Debbie Wasserman Schultz, atuando como auxiliar de Obama no local do debate na Universidade Lynn, disse que Romney teve pouca escolha além de suavizar sua abordagem crítica sobre a atuação de Obama na questão.

"Não é nenhuma surpresa", disse ela à Reuters. "Ele foi espancado repetidamente por ter politizado uma tragédia."

Na disputa mais acirrada entre os candidatos no debate da semana passada, Romney disse que Obama levou semanas para reconhecer que o ataque em Benghazi foi um ataque terrorista.

Obama, que falou de "atos de terror" em uma aparição nos jardins da Casa Branca no dia seguinte ao ataque, desafiou Romney a "verificar a transcrição" do que tinha dito e o criticou por tentar marcar pontos políticos apesar das mortes de norte-americanos no exterior.

A moderadora do debate passado, Candy Crowley, da CNN, reconheceu que Obama considerou os eventos como "um ato de terror" logo no dia seguinte, o que provocou indignação entre os republicanos.

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