Romney diz que sempre paga 'um monte de impostos' todos os anos

Sob pressão para divulgar mais detalhes das suas finanças pessoais, o pré-candidato republicano à presidência dos EUA, Mitt Romney, disse nesta sexta-feira que tem pago "um monte de impostos" todos os anos.

Reuters

03 de agosto de 2012 | 17h34

O líder da maioria democrata no Senado, Harry Reid, declarou na quinta-feira no plenário que Romney passou dez anos sem pagar impostos, na mais forte acusação já lançada pelos democratas a respeito desse assunto.

Romney, ex-executivo do setor financeiro, aceita divulgar apenas dois anos de declarações de renda. Mas ele negou categoricamente a acusação de Reid. "Paguei impostos todos os anos. Um monte de impostos. Um monte de impostos", afirmou ele durante um evento de campanha em Las Vegas, Nevada, Estado pelo qual Reid é senador.

"Aliás, Harry, entendo o que você está tentando fazer", acrescentou Romney, acusando Reid de tentar tentando desviar as atenções de fracassos do governo Obama e do próprio Senado.

Romney não esclareceu que tipo de imposto pagou. As informações financeiras que ele divulgou em janeiro mostraram que em 2010 ele pagou uma alíquota efetiva de 13,9 por cento, principalmente por ganho de capital sobre investimentos. Isso está bem abaixo do teto de 35 por cento cobrado dos assalariados.

O republicano está tentando se recuperar de uma turbulenta viagem internacional na semana passada, e quer voltar a falar sobre o desempenho econômico de Obama.

Nesta sexta-feira, Romney foi questionado sobre seu programa tributário, e disse que não tem intenção de aumentar a carga de impostos.

"Meu plano é muito claro. Não vou elevar os impostos para o povo norte-americano", disse Romney, que rejeitou a ideia de que os contribuintes mais ricos iriam se beneficiar desproporcionalmente do seu plano.

"Pessoas de renda mais alta não vão pagar uma parcela menor se eu for presidente", prometeu Romney em Nevada, um dia depois de retomar sua campanha no Estado do Colorado, após uma viagem à Grã-Bretanha, Israel e Polônia, numa semana marcada por gafes.

(Reportagem de Sam Youngman)

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