Romney lança novo ataque a Obama por lei social

O pré-candidato republicano à Presidência dos Estados Unidos, Mitt Romney, vai lançar na terça-feira uma nova frente de ataque contra o presidente Barack Obama, tendo como alvo um plano do democrata para revogar partes de uma lei de 1996 sobre bem-estar no trabalho.

STEVE HOLLAND, Reuters

07 de agosto de 2012 | 09h44

A nova estratégia, apresentada em um novo anúncio televisivo e num discurso a ser feito na região de Chicago, reforça a tese republicana de que as soluções de Obama para muitos problemas dos EUA é depender do governo.

"Os norte-americanos de classe média estão trabalhando cada vez mais para chegar ao fim do mês. Sob o presidente Obama, eles têm menos empregos e menos pagamento para levar para casa. E agora o presidente Obama quer pegar seus suados dólares dos impostos e dar para beneficiários do bem-estar social sem as exigências de trabalho", disse Andrea Saul, porta-voz de Romney.

A diretriz do Departamento de Saúde e Serviços Humanos permite que os Estados solicitem uma suspensão das exigências de trabalho da lei de bem-estar social, a fim de testarem alternativas para ajudar famílias necessitadas a encontrarem trabalho. Com isso, os Estados ganhariam alguma flexibilidade no cumprimento da lei, como solicitam alguns governadores.

A decisão gerou forte oposição dos republicanos. Na Câmara, 76 deles assinaram uma carta à secretária de Saúde, Kathleen Sebelius, que buscou lhes assegurar que os Estados terão de transferir pelo menos 20 por cento a mais de pessoas do sistema de benefícios para o trabalho.

Mas, numa agressiva campanha presidencial, esses matizes passam despercebidos, e Romney vai pisar fundo nesse assunto.

"Obama esvazia a reforma do bem-estar", diz uma legenda no anúncio da campanha de Romney, enquanto um narrador diz: "Sob o plano de Obama, você não precisaria trabalhar e não precisaria treinar para um emprego. Eles simplesmente lhes mandam o cheque dos benefícios."

Os ataques condizem com a estratégia de Romney de retratar Obama como um liberal adepto do governo grande e incapaz de tomar medidas que, segundo o republicano, seriam necessárias para enfrentar o desemprego de 8,3 por cento.

Essa linha de ataque deve ser mantida durante toda a semana. No sábado, Romney embarca em uma viagem de quatro dias pelos estratégicos Estados de Virgínia, Carolina do Norte, Flórida e Ohio. Ao final da viagem, o pré-candidato poderá anunciar seu candidato a vice.

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