Romney pode selar indicação republicana na primária do Texas

Mitt Romney deve selar formalmente sua indicação como candidato à Presidência dos EUA pelo Partido Republicano com uma ampla vitória na eleição primária do Texas nesta terça-feira, conquistando impulso para o duelo de 6 de novembro contra o presidente democrata Barack Obama.

STEVE HOLLAND, REUTERS

29 Maio 2012 | 10h17

O Texas envia 155 delegados à convenção partidária nacional de agosto, na Flórida, e Romney precisa de menos de metade deles para ultrapassar a marca de 1.144 delegados necessários para receber a indicação.

A escolha do candidato republicano foi um processo longo e sinuoso, e ao longo dos últimos meses sucessivos pré-candidatos conservadores vêm desistindo, abrindo caminho para o moderado ex-governador de Massachusetts.

O próprio Romney não irá ao Texas nesta terça. De olho na eleição geral de novembro, fará campanha em Las Vegas na companhia de um ex-pré-candidato conservador, Newt Gingrich, e do magnata imobiliário Donald Trump.

A vitória no Texas acaba de vez com o risco de uma rebelião conservadora contra Romney na convenção partidária, como Gingrich ameaçou fazer quando a disputa ainda estava acirrada. "Significa que ele está blindado", disse o estrategista republicano Ron Bonjean.

E significa também que a campanha de Romney pode começar a escalar oradores para o evento e a negociar uma plataforma política com o Comitê Nacional Republicano.

A definição oficial da candidatura marca também o início da fase mais intensa da campanha eleitoral, com duração de cinco meses, embora a campanha de Obama já venha nas últimas semanas lançando ataques contra Romney por causa do seu passado como executivo do setor financeiro.

Republicanos e democratas estão virtualmente empatados nas pesquisas e também na arrecadação de fundos para a campanha, o que significa que haverá uma divisão bastante equitativa do espaço publicitário nas TVs (nos EUA, todos os anúncios eleitorais são pagos).

Para Romney, a principal estratégia é atacar Obama pela fraca recuperação econômica dos últimos anos. As pesquisas indicam que o eleitorado de fato acha Romney mais bem preparado do que Obama para lidar com a economia.

Derrotado nas prévias republicanas de 2008, quando o candidato foi o senador John McCain, Romney disse à colunista Peggy Noonan, do Wall Street Journal, que existe hoje "um grau muito maior de ansiedade" com relação à economia do que há quatro anos.

"As pessoas (estão) muito menos confiantes com a segurança dos seus empregos, menos confiantes com as perspectivas para os seus filhos", afirmou.

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