Romney volta aos Estados Unidos e tenta retomar protagonismo

O pré-candidato presidencial republicano Mitt Romney voltou nesta quinta-feira a fazer campanha nos Estados Unidos, depois de uma viagem ao exterior marcada por gafes, prometendo gerar 12 milhões de empregos e rechaçando críticas sobre impostos.

SAM YOUNGMAN, Reuters

02 de agosto de 2012 | 19h05

Para isso, lançou o "Placar da Responsabilidade Presidencial", com o qual acusou o seu rival, o presidente democrata, Barack Obama, de ter sido incapaz de controlar o desemprego e reduzir o déficit público.

Falando em Golden, no Colorado, Romney disse que "todas as medidas que ele (Obama) apresentou são medidas que foram na direção errada". Na sexta-feira, dados governamentais provavelmente mostrarão que o desemprego no país continua acima dos 8 por cento.

Obama e Romney travam uma disputa acirrada para a eleição presidencial de 6 de novembro. Durante sua viagem internacional, ele irritou a Grã-Bretanha e os palestinos, mas não há sinais de que esses tropeços afetem significativamente os rumos da eleição.

Ao regressar aos Estados Unidos, o republicano voltou a ser assombrado por críticas à riqueza acumulada por ele na época em que foi executivo do setor financeiro.

Enquanto ele discursava, um avião alugado pela entidade liberal MoveOn sobrevoava o local com uma faixa que dizia: "Bem-vindo de volta, Mitt. Agora libere aquelas declarações."

Era uma alusão às declarações de renda de Romney, que sofre pressão para divulgar seus rendimentos ao longo de vários anos, e é acusado pelos adversários de estar tentando esconder algo ou mesmo de ter burlado o sistema tributário.

"Mitt Romney ganhou 20 milhões de dólares em 2010, mas pagou apenas 14 por cento em impostos, provavelmente menos do que você", disse um anúncio da campanha de Obama lançado nesta quinta-feira.

A campanha de Romney criticou um relatório desta semana da entidade centrista Centro para a Política Tributária, que calculou que a proposta do republicano de diminuir em 20 por cento a cobrança do imposto de renda para todas as faixas iria resultar em um aumento da renda dos mais ricos, e de uma redução para a classe média.

"O relatório ao qual vocês se referem é uma piada", disse Eric Fehrnstrom, assessor do pré-candidato, em teleconferência com jornalistas. Ele questionou a autoria e metodologia do estudo, embora a campanha de Romney já tenha no passado se valido de dados do Centro de Política Tributária.

Em Orlando, na Flórida, Obama disse num comício que os esforços dos republicanos para manter as isenções fiscais generalizadas adotadas no governo de George W. Bush, beneficiando inclusive as camadas mais ricas, levarão a um agravamento do déficit.

"Já tentaram nos vender antes esse pó de pirlimpimpim da filtração da riqueza e do corte tributário. E, adivinhem, não funcionou na época. Não vai funcionar agora", disse o presidente.

"Não precisamos de mais cortes tributários para um pessoal que já se deu muitíssimo bem. Precisamos de mais cortes tributários para os norte-americanos trabalhadores."

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