Rossi empolga fiéis com sucessos religiosos

Na cerimônia de ontem, cada música iniciada pelo padre Marcelo Rossi era acompanhada com entusiasmo pelos milhares de fiéis. Entre um salmo e outro, os presentes puxavam coros como "Ei, ei, ei, Jesus é nosso rei". Nem a lotação foi suficiente para desanimá-los. Muitos, já experientes, levavam bancos de plástico na cabeça.

O Estado de S.Paulo

03 de novembro de 2012 | 02h02

Foi a terceira vez que a cozinheira Maria de Fátima Souza Santos, de 46 anos, levou os dois filhos, de 4 e de 18 anos, a uma missa celebrada pelo padre famoso. Mas é a primeira em que eles realmente conseguiram entrar na igreja. "Tinha muita gente, mas tentamos até conseguir entrar. Para mim, a missa foi linda. Só de estarmos aqui, já valeu a pena. O que a gente quer mesmo é ficar perto do Senhor, que é Jesus", diz Maria.

A diarista Jucilene Santos Santiago, de 42 anos, conta que chegou quase na hora da missa. "Devagarzinho, chegamos lá. Deu para ver tudo. Valeu, queria ver tudo de novo."

A auxiliar de enfermagem Celinda Carneiro, de 44 anos, participava pela primeira vez. "A Igreja não pode ser mórbida, tem de ser um lugar feliz. E a gente precisa de pessoas felizes, carismáticas, que tenham esse dom de trazer o povo para a igreja, e ele (Rossi) tem esse dom."

Em uma coletiva de imprensa depois da celebração, Rossi fez questão de enfatizar que os custos da obra foram pagos pelos lucros da venda de seus produtos, entre eles 3,5 milhões de CDs e 8,1 milhões de exemplares do livro Ágape. "Tudo foi investido aqui. Eu poderia ter mansões. Mas eu fiz questão de ter a mansão de Deus, que é esse local."

Apesar da falta de acabamento da obra, a partir de agora todas as celebrações do padre ocorrerão lá. De acordo com o arcebispo de São Paulo, Dom Odilo Scherer, o templo servirá também como a catedral da diocese de Santo Amaro. / M.L.

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