''Royalties do pré-sal devem favorecer os mais pobres''

O Nordeste não abre mão de obter parte dos royalties a serem extraídos do petróleo do pré-sal. "Enquanto alguns fazem discursos, nós estamos tratando de avançar em nossa posição", afirma o governador de Pernambuco, Eduardo Campos. Foi uma referência ao governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, que não aceita abrir mão da parte dos royalties que cabe aos Estados produtores. "O que me interessa não é quem fala mais, mas sim o que vai determinar o marco regulatório", disse. "O que está sendo escrito pelo Congresso contempla os interesses do Nordeste."

Ana Conceição e Marco Damiani, O Estadao de S.Paulo

10 Dezembro 2009 | 00h00

O governador de Pernambuco se disse satisfeito com a fórmula que garante ao Nordeste 22% dos royalties sobre o universo total de 28% das áreas já licitadas do pré-sal. Quanto aos dois terços restantes, ele se alinha à tese que foi encampada pelo relator do projeto de lei que estabelece os termos da participação especial, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN). "Não participávamos de nada, agora vamos passar a ter 44% de direitos nos dois terços de áreas que ainda serão licitadas. Pedimos 54%, levamos 44%", explicou. "É um avanço considerável."

O secretário do Planejamento da Bahia, Walter Pinheiro, concorda com a posição do governo de Pernambuco. "Quando essa galinha dos ovos do pré-sal se apresenta é claro que também queremos a nossa parte", disse. "Uma partilha injusta vai ferir a política de descentralização do crescimento, o que será um erro."

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