RS cria comitê para acompanhar gripe suína no Estado

Com o maior número de vítimas no País de pessoas contaminadas pelo vírus da influenza A (H1N1), a chamada gripe suína, o Rio Grande do Sul criou um comitê gestor para acompanhar a doença e espera começar, a partir da próxima semana, a realizar testes de laboratório de pacientes suspeitos que estiverem internados. A informação foi dada ontem pelo secretário da Saúde, Osmar Terra. Pelo volume de casos estimados e sua distribuição regional, ele considera que provavelmente há circulação sustentada do vírus no Estado. Sete das 11 mortes de infectados no Brasil ocorreram em território gaúcho.

AE, Agencia Estado

17 Julho 2009 | 08h03

O exame que será feito é o de imunofluorescência, capaz de diferenciar influenza de outros vírus, mas não detecta o tipo de gripe. A medida facilitará o tratamento dos pacientes. O Rio Grande do Sul tinha até ontem 138 casos confirmados de gripe suína, mas o secretário avaliou que esse número não representa mais a realidade. Ele estimou que o Estado deva ter cerca de mil pessoas atingidas pela doença.

O Estado confirmou ontem que mais cinco pessoas morreram contaminadas com o vírus da gripe suína, todas adultas e jovens. As mortes ocorreram nos dias 8, 10, 11, 15 e 16 deste mês, sendo duas em Passo Fundo, duas em Santa Maria e uma em Uruguaiana. Com elas, o Rio Grande do Sul soma sete mortes de pessoas que tiveram a gripe. Das cinco, uma teve relação com viagem e as demais ainda estão sendo investigadas para apurar a origem.

Terra disse que esse padrão de propagação de doenças, para as quais a população não tem anticorpos, foi verificado em outras epidemias. Os adultos jovens são atingidos primeiro porque circulam mais. Na sequência, são mais afetados idosos e crianças. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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