Rússia prepara simulação de viagem a Marte

O primeiro vôo real a Marte pode acontecer entre 2030 e 2040

Efe

11 Julho 2007 | 09h30

A primeira experiência preparatória para a simulação de um vôo a Marte durante pelo menos um ano e meio vai começar em novembro, informaram nesta quarta-feira cientistas russos. "Planejamos realizar em novembro a primeira experiência de trabalho", disse à agência "Interfax" um porta-voz do Instituto de Problemas Médico-Biológicos (IPMB) da Academia de Ciências da Rússia. Ele explicou que o objetivo será testar o funcionamento de todos os sistemas dos módulos nos quais voluntários russos e de outros países europeus imitarão posteriormente o vôo a Marte. A fonte acrescentou que, antes da simulação de longa duração, haverá outra experiência, de 105 dias. Será um "ensaio geral", com astronautas selecionados pelas agências espaciais russa e européia. A experiência para imitar um vôo tripulado a Marte está planejada para durar pelo menos 520 dias, possivelmente até 700, que é o prazo que duraria a viagem de ida e volta. A tripulação passará todo o prazo fechada num simulador de uma nave espacial. Serão seis voluntários, quatro selecionados pelo IPMB e outros dois escolhidos pela Agência Espacial Européia, que participa do projeto Marte-500. Os especialistas planejam que a tripulação do primeiro vôo real a Marte, que pode acontecer entre 2030 e 2040, seja integrada por seis astronautas: um comandante, um engenheiro de bordo, um médico e três cientistas. O porta-voz do IPMB lembrou que o vôo virtual incluirá duras provas, como simulação de avarias, para comprovar a capacidade da tripulação de superar problemas técnicos inesperados e situações de estresse. Durante 17 meses e com reservas de três toneladas de água e cinco de comida, os astronautas viverão em condições mais ou menos semelhantes às de uma expedição real a Marte, no interior de um conjunto de cinco módulos espaciais de 550 metros quadrados. Um dos módulos imitará as condições marcianas para um eventual "desembarque" de três astronautas numa missão de até um mês, após 250 dias de vôo Terra-Marte e antes da viagem de volta, que durará outros 240 dias. O principal meio de comunicação com a Terra será o e-mail, com as mensagens levando meia hora para chegar. Os voluntários só poderão abandonar a nave no caso de doença grave ou crise psicológica.

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