Rússia suspende embargo a carnes de MT, RS e PR com condições

A Rússia suspendeu embargos às carnes bovina, suína e de frango de três Estados Brasileiros (Mato Grosso, Rio Grande do Sul e Paraná), informou o Ministério da Agricultura brasileiro nesta quarta-feira.

Reuters

28 de novembro de 2012 | 15h47

Mas ainda há condições para a efetivação dos embarques, segundo nota do ministério.

"A retomada das exportações dos três Estados ainda depende da emissão de um comunicado oficial da Rússia e da habilitação específica por estabelecimento exportador", afirmou o comunicado.

A Rússia é o principal destino para as carnes brasileiras.

"Apesar de termos conquistado mais espaço com a venda do produto a outros países, é inegável a importância do mercado russo. A perspectiva para o próximo ano é que o setor de carnes brasileiro bata recordes históricos de exportação com facilidade", disse o ministro Mendes Ribeiro no comunicado.

O embargo às importações das carnes de três Estados teve início em meados de junho do ano passado, afetando principalmente as vendas de carne de suínas e de frango, que tiveram forte queda das exportações.

Já a indústria de carne bovina manteve o nível de vendas para a Rússia exportando o produto oriundo de outros Estados.

Em nota divulgada antes de conferência com imprensa, o ministério informou que desde o início do embargo parcial já foram realizadas mais de 160 inspeções em estabelecimentos exportadores de produtos de origem animal do Brasil.

Além disso, acrescentou o ministério, foram enviados relatórios de auditoria e planos de ação, após mais de 10 encontros com autoridades russas para tentar resolver o impasse.

Os dois países decidiram se reunir novamente em janeiro de 2013 para continuar o debate e trabalhar pela equivalência de sistemas veterinários e fitossanitários.

O presidente da Associação Brasileira da Indústria Produtora e Exportadora de Carne Suína (Abipecs), Pedro de Camargo Neto, observou que a medida anunciada nesta quarta-feira terá pouco impacto para o segmento.

"Precisaríamos de novas unidades habilitadas, o que parece não irá ocorrer, pelo menos agora. Precisaríamos do Acordo de Equivalência Sanitária Brasil - Rússia aprovado", disse Camargo Neto por e-mail à Reuters.

Ele acrescentou ainda que os exportadores precisariam ainda de acordo sobre o novo Certificado Sanitário Internacional (CSI) para a Rússia, "onde ainda existem pendências importantes".

(Reportagem de Peter Murphy; reportagem adicional Fabíola Gomes, de São Paulo)

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