Saída da Serra do Sol terá de esperar análise do Ibama

Caso encerrado no Supremo Tribunal Federal (STF), a remoção dos arrozeiros da reserva indígena Raposa Serra do Sol vai sofrer novo adiamento. Hoje, o ministro da Corte Carlos Ayres Britto decidiu ouvir o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) sobre os eventuais danos ambientais promovidos por arrozeiros que ocuparam terras dentro da reserva, em Roraima. Na semana passada, o STF decidiu que apenas índios devem ocupar a área.

MARIÂNGELA GALLUCCI, Agencia Estado

23 de março de 2009 | 20h40

"É preciso que o Ibama faça um levantamento de campo, vá à área e faça o levantamento de eventuais degradações ambientais para depois identificar as autorias e faça um plano de exclusão com o mínimo de dano ambiental possível, porque a própria movimentação de gado e equipamentos pode causar danos ambientais", explicou Ayres Britto. Com essa nova providência, o ministro já não estipula mais um prazo para a retirada forçada dos produtores que estão na região. "Eu ainda preciso de dados para a gente trabalhar com fixação de prazos."

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