Saída de Trulli deixa Itália sem pilotos na F1

O repentino fim da carreira de Jarno Trulli na Fórmula 1, anunciado na sexta-feira, não abalou o mundo, mas para a Itália é um momento significativo, em que o país da Ferrari ficará sem um piloto na categoria pela primeira vez em mais de 40 anos.

ALAN BALDWIN, REUTERS

17 de fevereiro de 2012 | 18h18

Trulli não pontuava desde 2009, e nos últimos anos os vinhos produzidos na sua propriedade de Montepulciano d'Abruzzo vinham gozando de mais reconhecimento do que seus feitos ao volante.

Mas, até que a Caterham decidisse substituí-lo pelo russo Vitaly Petrov, ele era o único italiano a ter vaga assegurada na temporada que começa em 18 de março na Austrália.

Seu compatriota Vitantonio Liuzzi já havia perdido sua vaga na HRT para o indiano Narain Karthikeyan, que a exemplo de Petrov traz consigo um significativo aporte financeiro.

"A Fórmula 1 sem pilotos italianos é uma vergonha", disse Trulli à agência italiana Ansa. "Lamento, mas o problema não é meu: outros devem assumir a responsabilidade por esse empobrecimento, por uma situação que na verdade não começou ontem, e para a qual as pessoas não acordaram."

"Na Itália não há um sistema para ajudar os pilotos a alcançarem um alto nível, então é normal chegarmos a uma situação dessas. Há talentos, mas se ninguém os apoiar não há esperança", disse.

Desde 1970 a Itália, um país fanático pelo automobilismo, não ficava sem representantes na abertura da temporada. Em todo o ano de 1969, os pilotos do país não participaram de nenhuma corrida.

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