Felipe Rau/AE
Felipe Rau/AE

Saindo do forno da Carla

Em seu sétimo livro, o segundo dedicado ao público infantil, a chef Carla Pernambuco conta as aventuras de Beatriz, uma gauchinha curiosa que gosta de cozinhar e aprender novas receitas típicas do Sul do Brasil

Lucinéia Nunes - O Estado de S.Paulo,

29 de fevereiro de 2012 | 20h39

A chef Carla (Beatriz) Pernambuco voltou a ser criança. Pelo menos em seu sétimo livro As Deliciosas Férias de Beatriz - Viagens pelo Sul do Brasil, que será lançado dia 10, na Livraria da Vila do Shopping Pátio Higienópolis.

Inspirada na chef, Beatriz é uma gaúcha esperta, de 8 anos, que adora cozinhar e sonha ser chef e dona de restaurante. Por isso, sai colecionando receitas por onde passa, adora provar pratos novos e ajudar a avó Neli a preparar o almoço de domingo.

As aventuras da menina nas férias, no Rio Grande do Sul, em Santa Catarina e no Paraná permeiam o livro recheado com ilustrações graciosas e receitas típicas de cada região, como o nhoque estrelinha de polenta, o strudel da horta, o arroz de carreteiro e a cuca de banana.

"São pratos que eu comia na infância e faço para os meus filhos", conta Carla. "A ideia é provocar a curiosidade das crianças pela culinária regional e a origem das receitas."

Para testar as receitas, Paladar convidou uma menina parecida com Beatriz, Melissa Ibrahim, de 11 anos, que adora cozinhar e sonha ser chef. Ela leu o livro e testou a receita da torta de morango abaixo. "Achei o livro muito legal", aprovou ela.

AS DELICIOSAS FÉRIAS DE BEATRIZ

Coordenação e receitas: Carla Pernambuco

Textos: Pablo Fabián

Ilustrações: Dado Motta

Editora: LeYa (54 págs.,R$ 29,90)

Lançamento: Dia 10, às 15 h, na Livraria da Vila do Shopping Pátio Higienópolis

GULA - HISTÓRIA DE UM PECADO CAPITAL

Autor: Florent Quellier. Editora: Senac (224 págs.,R$ 74,90 na Livraria Cultura, tel. 3170-4033). O historiador francês faz uma longa jornada, investigando as origens da fome desmedida, pecado capital na tradição judaico-cristã, e a mudança conceitual a partir do século 17, com a publicação dos primeiros tratados de gastronomia - entre eles, o de Brillat-Savarin, que enalteceu a gula "honesta" dos gourmands. Quellier analisa a tradição do gosto, os costumes à mesa, a diferença entre a "gula" entre os sexos e o papel fundamental desempenhado pela religião.

1001 CERVEJAS PARA BEBER ANTES DE MORRER

Editor geral: Adrian Tierney-Jones. Editora: Sextante (957 págs., R$ 59,90, na Liv. Cultura).

A premissa do livro pode parecer impossível. Mas as mais de 900 páginas surpreendem até conhecedores da bebida, com histórias como a da Brooklyn Black Chocolate Stout, que levou a microcervejaria a contratar o mestre cervejeiro Garrett Oliver. Embora cite as brasileiras mais premiadas - Eisenbahn Dunkel e Bamberg Rauchbier -, o livro tem só mais sete cervejas locais, e não contempla novas produções de sucesso por aqui.

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