Salário mínimo maior impulsiona vendas de supermercados

Os supermercados brasileiros devem fechar o primeiro trimestre de 2012 com as vendas crescendo em níveis acima do esperado, favorecidas pelo reajuste do salário mínimo, ocorrido em janeiro, e pelas vendas de Páscoa, o que pode levar a uma elevação da estimativa anual para o setor.

VIVIAN PEREIRA, REUTERS

29 Março 2012 | 14h42

As vendas reais dos supermercadistas em março devem crescer cerca de 7 por cento na comparação com o mesmo mês do ano passado, mantendo o ritmo de alta visto em fevereiro, segundo previsão da associação que representa o setor, Abras.

"Em março contra março devemos ter pelo menos 7 por cento de alta", disse a jornalistas o superintendente da Abras, Tiaraju Pires, nesta quinta-feira.

O resultado deste mês deve ser beneficiado pela comemoração da Páscoa no início de abril, enquanto em 2011 o feriado foi celebrado no final do mês. A Páscoa representa a segunda melhor data de vendas para o setor supermercadista depois do Natal.

Em fevereiro, as vendas reais dos supermercados brasileiros subiram 11,58 por cento ante o mesmo mês em 2011. Já em relação a janeiro, houve queda de 0,18 por cento, em função do menor número de dias.

Com o avanço em fevereiro, as vendas acumularam expansão de 7,57 por cento nos dois primeiros meses do ano. Embora a previsão da Abras seja de que o faturamento do setor cresça entre 3,5 e 4 por cento este ano, Pires disse que, conforme os desempenhos em março e abril, essa estimativa pode ser elevada.

"Ainda é cedo para rever a projeção do ano, mas pode haver uma surpresa positiva", afirmou.

Além das vendas de Páscoa, o setor vem sendo impulsionado neste início de ano pelo reajuste de 14,12 por cento no salário mínimo, em janeiro, que teve efeito superior ao esperado pela entidade nas vendas.

"Fevereiro foi o primeiro mês com mais dinheiro no bolso... o aumento (do salário mínimo) resultou em uma euforia para ir às compras", disse Pires.

CESTA ABRASMERCADO

A Abras apresentou também os dados da cesta AbrasMercado, composta por 35 produtos e calculada pela GfK, que em fevereiro recuou 0,25 por cento sobre o mês anterior, para 316,10 reais. Na comparação anual, o valor da cesta aumentou 5,83 por cento.

Os produtos com maiores altas de preço em fevereiro sobre janeiro foram feijão (+11,52 por cento), cebola (+8,75 por cento) e café (+4,06 por cento). As maiores quedas foram tomate (-21,34 por cento), farinha de trigo (-4,23 por cento) e farinha de mandioca (-3,83 por cento).

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