Salva-vidas gays tentam mudar imagem da profissão

Voluntários procuram número crescente de gays e lésbicas para atuar nas praias australianas

Giovana Vitola, BBC

16 Janeiro 2009 | 08h09

Um grupo de salva-vidas australianos está tentando mudar a imagem predominantemente heterossexual da profissão e tem conseguido arregimentar um número crescente de gays e lésbicas para atuar nas praias do país. O total de integrantes da organização de gays e lésbicas Salva-Vidas com Orgulho tem aumentado nos últimos dois anos. "Passamos de 35 para quase 90 registrados", disse à BBC Brasil Brenton Parry, designer e salva-vidas gay. Os pré-requisitos para se juntar à organização incluem saber nadar 400 metros em nove minutos e fazer um curso de oito semanas para, então, passar por provas teóricas e práticas. O grupo relaciona o aumento da procura à visibilidade que ganhou após desfilar duas vezes na festa do orgulho gay que acontece anualmente em Sydney. "A cultura dos salva-vidas australianos sempre foi relacionada a ser macho, mas, agora, mostra uma nova face, já que ganhamos mais visibilidade e percebemos que somos aceitos aqui", disse à BBC Brasil Brenton Parry, designer e salva-vidas. Segundo ele, a Parada Mardi Gras, que neste ano ocorre em fevereiro, deve, mais uma vez, ajudar a recrutar mais homossexuais para patrulhar as praias australianas. Apenas em Bondi, praia mais famosa do país, dos quase 400 salva-vidas voluntários, cerca de 10% são gays, segundo Brenton. A maioria deles trabalha nos clubes das praias mais conhecidas de Sydney, como Bondi, Bronte e Tamarama. Por ser um trabalho voluntário, cada pessoa do grupo trabalha apenas uma vez por mês durante quatro horas diárias na praia. Segundo Brenton, apesar de nunca ter sofrido nenhum tipo de abuso por ser um salva-vidas gay, há casos isolados que acontecem em praias do país. "Mas, geralmente, nós somos sempre bem-vindos".   BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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