'Samba de um lúpulo só' vira jogo de degustação

A base é uma só: uma india pale ale com 7,5% de teor alcoólico, de cor castanho-alaranjada, pouca translucidez e 75 unidades de amargor, cerca de seis vezes mais que uma "loura" industrial. Cada uma das quatro cervejas produzidas pela escocesa Brewdog na série IPA is Dead, porém, traz ao nariz e à boca sensações bastante distintas.

ROBERTO FONSECA, O Estado de S.Paulo

22 de setembro de 2011 | 03h10

A chave é o lúpulo: se em geral as cervejas são produzidas com combinações do ingrediente, no quarteto da Brewdog só uma variedade é usada do começo ao fim. Segundo a cervejaria, os lúpulos usados representam quatro continentes: Bramling X, variação inglesa; Citra, dos EUA; Nelson Sauvin, da Nova Zelândia; e Sorachi Ace, do Japão.

O ideal é degustá-las juntas, como em um jogo em que a meta é adivinhar elementos de cada lúpulo e seu efeito na receita. O Bramling X parece dar mais espaço aos maltes da receita, contribuindo, com caráter mais frutado e herbal, com um quê cítrico.

Já o Citra é para, como sugere o nome, fãs de aromas e sabores cítricos - maracujá é a lembrança mais forte - potentes na boca. A receita, porém, parece ter nota adocicada um pouco acima do equilíbrio, apesar do amargor. A Nelson Sauvin tem elementos cítricos, mas mais sutis, e um pouco mais de amargor. O Sorachi Ace imprime à receita notas interessantes de casca de tangerina ou laranja, tornando-se a receita mais diferente do grupo.

O kit da Brewdog é importado pela Tarantino (www.tarantino.net.br) e custa a partir de R$ 150.

Receitas alemãs e nacionais garantem Oktoberfest caseira

 

Não é preciso ir à Oktoberfest de Munique para provar as cervejas servidas por lá. Na festa que começou sábado, só seis marcas podem vender seus produtos: Augustiner, Hacker-Pschorr, Hofbräu Löwenbräu, Paulaner e Spaten. Cada uma tem sua própria receita, no estilo conhecido como Oktoberfestbier. Algumas estão à venda no Brasil.

Importada pela Casa Flora (www.casaflora.com.br), a Paulaner Oktoberfest Bier chega em latas de um litro e caneco chamado mass. O kit custa cerca de R$ 90. A Hacker-Pschorr, controlada pelo grupo Paulaner, não terá a edição festiva vendida por aqui.

A Hofräu feita para a festa é importada pela Bier&Wein (www.buw.com.br), e custa a partir de R$ 10,50 a garrafa de 500ml. A Ambev não pretende vender no país versões Oktoberfest da Spaten e Löwenbräu.

No Brasil, a Eisenbahn relançou sua Oktoberfestbier, e a Bamberg estreou sua Die Wies'n, referência ao nome do local em que ocorre a festa alemã.

O Clube Transatlântico (2133-8603) realiza sua própria Oktoberfest sábado, com cervejas alemãs e nacionais. A entrada custa R$ 35 para não sócios.

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