Santander Asset terá fundo de imóveis e busca recursos asiáticos

A expectativa de volatilidade dos mercados internacionais nos próximos meses fará o investidor manter a preferência por ativos de renda fixa no lugar de ações, a despeito da bolsa brasileira estar bastante depreciada, prevê a equipe de gestão do Santander Brasil.

ALUÍSIO ALVES, REUTERS

12 de janeiro de 2012 | 17h02

Por isso, a unidade local do banco está centrando as apostas no lançamento de novos produtos ligados à dívida privada, respondendo à demanda por rentabilidade superior aos papéis atrelados à Selic, hoje em 11 por cento e em tendência de queda.

"2012 será, de novo, um ano de renda fixa", disse a diretora do Santander Asset Management, Luciane Ribeiro, a jornalistas nesta quinta-feira. "Mas a diversificação tende aumentar".

Numa mão, o banco prepara o lançamento de novos fundos apostando nessa tendência. A estreia será com o primeiro fundo imobiliário do banco no país, e pelo menos outros três fundos devem chegar ao mercado nos próximos meses.

Em outra frente, a administradora pretende reforçar a captação de recursos de estrangeiros, especialmente asiáticos, para carteiras de ativos domésticos. Hoje, a asset do Santander Brasil já tem cerca de 600 milhões de dólares desses clientes sob gestão, segundo Luciane

"Vamos ter um posiconamento mais forte na área internacional... dá pra alcançar 1 bilhão de dólares, fácil", afirmou, acrescentando que, mesmo com IOF maior imposto pelo governo a estrangeiros nestes investimentos, o diferencial de juros no longo prazo é compensador.

Na renda variável, a estratégia da instituição é a de apostar em estratégias 'diferentes' das convencionais para ter resultados positivos no ano, como a de carteiras referenciadas em empresas de menor porte ligadas ao mercado doméstico.

"O Ibovespa não é um bom referencial para quem quer ganhar na bolsa neste ano", disse a responsável pela asset do Santander, que era o quinto maior do país em administração de recursos pelo ranking da Anbima, com cerca de 130 bilhões de reais sob gestão, no final de 2011.

A previsão da equipe é de que o principal índice da bolsa paulista feche 2012 entre 70 mil e 72 mil pontos. No ano passado, o Ibovespa teve queda de 18,1 por cento.

"A entrada de dinheiro novo tende a ser localizada, indo mais para as small caps", disse a gestora.

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