Santos e São Paulo: duelo contra a crise, na Vila

Times tentam melhorar futebol e reagir na reta final; Tricolor sonha em se aproximar do líder

Giuliander Carpes e Sanches Filho, O Estadao de S.Paulo

24 de outubro de 2009 | 00h00

Na falta de bom futebol, o São Paulo se apega ao histórico. Ricardo Gomes ressalta a necessidade de o time ter uma sequência de bons resultados. Recorda daquela que ocorreu no primeiro turno e alçou a equipe da 15ª à 2ª colocação do Brasileiro em nove jogos: foram oito vitórias e um empate. A arrancada começou exatamente num clássico com o Santos (2 a 1). O mesmo confronto de hoje, às 16 horas, na Vila Belmiro. "É uma coincidência", lembra o técnico sorrindo e esfregando as mãos.

As circunstâncias é que são totalmente diferentes. O São Paulo vem numa sequência, mas amarga: conseguiu apenas um ponto nos últimos nove disputados. Já ao Santos pouco resta a brigar no campeonato. Em posição intermediária na tabela, conquistar uma vaga na Taça Libertadores é possibilidade remota, assim como o rebaixamento é improvável.

"Antes daquela partida, ressaltava que o time precisava manter um padrão durante os 90 minutos de jogo", analisa Ricardo Gomes. "Agora temos o mesmo cenário do primeiro turno. Espero que o final seja o mesmo também."

Depois da derrota do Palmeiras no meio da semana (2 a 0 diante do Santo André), uma vitória hoje se tornou crucial para as pretensões são-paulinas. Diminuiria a vantagem do líder para apenas dois pontos. E também seguraria o ímpeto dos demais postulantes a uma vaga na Taça Libertadores de 2010 - dois deles já ultrapassaram a equipe tricolor na tabela, o Atlético-MG e o Internacional.

O que o time de Luxemburgo conseguir provar no clássico será de utilidade para muitas torcidas, menos a santista. Os candidatos ao G-4 voltarão mais atenção para a Vila Belmiro do que os torcedores da equipe.

A má notícia para eles é que os próprios jogadores santistas não parecem tão concentrados no jogo. Paulo Henrique Ganso, por exemplo, é esperança para acertar o meio-campo do time depois de servir à seleção brasileira sub-20, vice-campeã mundial no Egito (perdeu a decisão para Gana, nos pênaltis). Ele pensa nisso também. Mas o objetivo é pessoal. "Jogar na seleção foi uma experiência muito boa", comemora a promessa de 20 anos. "Quem sabe no fim do ano eu não consiga realizar o sonho de jogar na Europa?"

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