São Paulo na briga por Robinho

O São Paulo entrou no páreo para tentar contratar Robinho. O vice-presidente de futebol tricolor, Carlos Augusto de Barros e Silva, o Leco, admitiu ontem que um funcionário do clube (o fisioterapeuta Luis Alberto Rosan) está na Inglaterra desde sábado para negociar com o Manchester City o empréstimo do atacante. Robinho, no entanto, reiterou o desejo de voltar para o Santos.

Giuliander Carpes, O Estadao de S.Paulo

26 de janeiro de 2010 | 00h00

"Temos todo o respeito pelo Santos, mas está claro que o São Paulo tem uma projeção internacional maior", declarou o dirigente. "Estamos cuidando do assunto de uma forma responsável. Se o Robinho não for para o Santos, pode vir para o Morumbi."

O trunfo são-paulino é uma declaração de Roberto Mancini, técnico do Manchester City. O treinador disse que ficaria feliz se o atacante viesse para o São Paulo. "Na visão deles (os ingleses), seria interessante o Robinho disputar a Taça Libertadores", acredita Leco. "Daria maior visibilidade ao jogador. Mas, pela ordem cronológica e por seu carinho pelo Santos, aparentemente estamos atrás."

Segundo o presidente santista, as chances do São Paulo são mínimas. "A negociação avançou mais três pontos porcentuais e espero que avance mais nas próximas 24 horas", declarou Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro. O jogador tinha, na avaliação do dirigente, 95% de chances de atuar no Santos na segunda-feira. "É normal qualquer outro clube ter interesse, mas ele (Robinho) já declarou que prefere o Santos."

Robinho realmente deixou claro que, no Brasil, só voltaria para a equipe santista. Só que o São Paulo tenta seduzi-lo baseado na questão financeira. O Manchester City não aceita arcar com seus vencimentos em caso de transferência para o Santos, mas a conversa com os são-paulinos atingiu patamar diferente. Se vier para o time da capital, o atacante tem grande chance de continuar recebendo o mesmo salário que ganha no futebol inglês - cerca de R$ 2 milhões mensais -, pois existe a forte possibilidade de o xeque Mansour bin Zayed Al-Nahyan, dono do City, se dispor a pagar pelo menos metade do valor. O São Paulo colocaria outros R$ 200 mil e os R$ 800 mil restantes viriam de ações de marketing.

Seria um esforço para tentar recuperar, após a Copa do Mundo, um investimento de 40 milhões (R$ 103 milhões) feito pelo Manchester City em setembro de 2008. "O Robinho só vem se for em condições compatíveis com o futebol brasileiro. Não temos como fazer nenhuma loucura", contou Leco.

O São Paulo usa o exemplo de Adriano para convencer os ingleses a negociar Robinho com o clube. A intenção são-paulina é realizar com o atacante o mesmo trabalho de recuperação a curto prazo feito com o ex-centroavante da Inter de Milão no começo de 2008. Coincidência ou não, o mesmo Roberto Mancini, que agora comanda o City, treinava a equipe italiana na época e liberou Adriano para o tricolor paulista.

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