Saúde anuncia R$ 500 mi para radioterapia

Investimento vai permitir acesso anual de mais 28,8 mil pacientes ao tratamento contra o câncer

LÍGIA FORMENTI / BRASÍLIA, O Estado de S.Paulo

19 Abril 2012 | 03h06

O Ministério da Saúde anunciou ontem que irá investir R$ 500 milhões nos próximos cinco anos para ampliação da oferta de serviços de radioterapia no País. O plano prevê a criação de 48 serviços nas Regiões Norte e Nordeste e a modernização de outros 32 que já estão em funcionamento. Pelos cálculos do governo, o investimento vai permitir o acesso de mais 28,8 mil pacientes ao tratamento, todos os anos.

A licitação para contratação da empresa deverá ser aberta em julho. Uma das cláusulas do contrato prevê que a ganhadora da disputa terá de construir no País uma fábrica de aceleradores lineares, usados no tratamento de pacientes com câncer. A proposta do ministério é de que a empresa tenha compromisso de iniciar a construção da fábrica em 2013. Serão comprados 80 aparelhos.

O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirma que a construção dos novos centros vai reduzir a desigualdade do acesso nas Regiões Norte e Nordeste. Ele avalia ainda que a construção da fábrica ajudará a criar empregos, facilitará a manutenção das máquinas - atualmente, elas têm de ser enviadas ao exterior -, além de ajudar a reduzir o déficit na balança comercial da saúde, atualmente de US$ 10 milhões.

Padilha informou que a empresa ganhadora ficará responsável por fazer o projeto do novo centro, além de fornecer o equipamento. "Essa centralização dará maior agilidade a todo processo", justificou. Ainda não está estabelecido onde os novos centros serão construídos.

Propostas. A partir de maio, secretarias de Estados e municípios do Norte e Nordeste interessados em participar da expansão deverão apresentar propostas para o governo. A prioridade será dada a hospitais que estejam credenciados para tratamento de oncologia e para locais com maior deficiência no atendimento.

O ministro anunciou também que os laboratórios públicos Farmanguinhos e Instituto Vital Brazil passarão a produzir mesilato de imatinibe, medicamento usado para leucemia mieloide crônica. A tecnologia para desenvolvimento do remédio será transferida pelas empresas nacionais Cristália, EMS, Laborvida, Globe Química e Alfa Rio.

A expectativa é de que a autossuficiência na produção seja alcançada em quatro anos.

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