Saúde da próstata exige exame preventivo

Análise: Geraldo de Campos Freire

PROFESSOR DE UROLOGIA DA USP, O Estado de S.Paulo

10 Março 2012 | 03h04

A simples menção da palavra próstata provoca entre os homens uma intensa reação negativa de pavor e rejeição, evocando as ideias de exame médico aviltante e câncer.

As investigações modernas permitem reconhecê-la como uma glândula constituída por 40% de musculatura. Sabemos que ela só é presente no sexo masculino e qualquer intervenção farmacológica ou cirúrgica sobre a próstata provoca distúrbios da ejaculação.

Considera-se, hoje, apesar de algumas opiniões em contrário, ser muito importante uma avaliação dessa glândula a partir dos 45 anos - o que diminui a incidência de morte por câncer de próstata.

Entretanto, a próstata pode ser acometida com muito maior frequência por um aumento benigno conhecido por hiperplasia prostática benigna (HPB), que atinge cerca de 60% dos homens acima de 60 anos. A HPB leva a distúrbios de micção que interferem na rotina de um homem - principalmente pela necessidade frequente de urinar, incômodo que limita seu convívio social.

Além do câncer e da hiperplasia, a próstata pode sofrer um processo inflamatório chamado prostatite, uma ameaça aos homens na faixa dos 40 anos. Germes instalados nessa glândula, às vezes durante a juventude, aí permanecem quiescentes, vindo a se manifestar mais tarde sob a forma de dor próxima ao ânus ou ardor no canal de urina após a relação sexual.

Atualmente se reconhece a prostatite como enfermidade muito frequente e pouco diagnosticada e que pode ser tratada com medidas fisioterápicas, medicamentos ou com a realização de massagens prostáticas que doravante retornam ao arsenal terapêutico, tanto como diagnóstico, como para tratamento de prostatite.

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