Saúde na África está ficando pior, diz estudo da OMS

Alguns dos principais problemas da África na área da saúde estão piorando, de acordo com um estudo da Organização Mundial da Saúde (OMS), divulgado nesta segunda-feira. Um número cada vez maior de mulheres morre durante o parto, e doenças crônicas como a diabete, doenças cardíacas e hipertensão afetam mais pessoas do que antes no continente.Dos 20 países com o maior índice de mortalidade materna no parto, 19 são africanos. O continente também tem o maior índice de mortalidade de recém-nascidos do mundo.De acordo com números citados pela OMS, apenas 58% dos habitantes da África subsaariana têm acesso à água potável. Aids O estudo diz que mais de 90% de todos os casos de malária do mundo acontecem no continente africano. A maioria das vítimas é de crianças com menos de cinco anos de idade.Dos 42 países africanos onde a malária é endêmica, no entanto, 33 já adotam o método mais eficaz de tratamento, a terapia com artemisinina. Apesar de possuir apenas um décimo da população mundial, cerca de 60% de todos os casos de HIV/Aids vêm do continente. Embora a aids ainda seja uma das principais causas de mortalidade no continente, o estudo revela um lado positivo no combate à doença.O número de pacientes soropositivos na África que agora recebem medicamentos anti-retrovirais subiu 800%, entre os anos de 2003 e 2005. Sugestões Algumas doenças como a oncocercose, conhecida como cegueira de rio, a pólio e a hanseníase já foram praticamente erradicadas. A dracunculose (verme-da-guiné), apresenta uma redução de 86% em relação aos índices de 1986. A Organização Mundial da Saúde disse que os governos africanos precisam investir muito mais em saúde, se desejam combater a pobreza. Outra medida sugerida é o treinamento de mão-de-obra local para a atuação na área da saúde. O estudo é o primeiro realizado pela OMS abrangendo todo os aspectos da saúde na África.

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