Sauditas retornam para casa após prisão em Guantánamo

Dezesseis sauditas voltaram para casanesta quinta-feira após serem libertados pelos Estados Unidosda prisão da Baía de Guantánamo, onde suspeitos de seremmilitantes são mantidos.A agência estatal saudita SPA afirmou que o ministro doInterior, príncipe Nayef bin Abdul-Aziz, "expressou seu alívioe simpatia pela cooperação demonstrada pelas autoridades nosEstados Unidos, esperando que isso leve ao retorno dos sauditasremanescentes". A revolta pública com o tratamento dado aos sauditas naBaía de Guantánamo tem se mostrado em nível elevado no país, umaliado chave dos EUA. Dois sauditas estavam entre os trêsprisioneiros que se enforcaram na base naval em junho. Washington está reduzindo os números de pessoas detidas naBaía de Guantánamo e caminha para fechar o campo, mas a SPA nãoinformou quantos sauditas ainda permanecem no local. Muitos dos detidos em Guantánamo foram capturados noAfeganistão durante a invasão liderada pelos EUA para derrubaro Taliban após os ataques de 11 de setembro. Muito são mantidospresos há anos, a maioria deles sem acusação formal. A maioria dos 19 militantes que realizaram os ataques emNova York e Washington eram sauditas. Washington designou os prisioneiros de Guantánamo como"combatentes inimigos", negando a eles o status de prisioneirosde guerra, o que garantiria certos direitos sob a leiinternacional.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.