Se o único item obrigatório no cinema é a pipoca, prepare-se: em pouco tempo, você vai precisar até de cinto de segurança

Assento ideal encontrado, pipoca e refrigerante comprados. As luzes se apagam e você aperta o cinto de segurança. Já com os óculos de três dimensões, a sequência inicial do filme faz sua poltrona tremer. Na primeira cena de explosão, a temperatura sobe e você se vê rodeado por fogo. Corta.

O Estado de S.Paulo

24 de agosto de 2012 | 03h08

Ok, o cinema que a gente conhece deve mudar muito até o final do ano que vem, mas não é pra tanto. Ainda não é necessário usar cinto de segurança e também não chegaram ao ponto de permitir pirotecnia dentro das salas. Mas não duvide desse cenário - em um futuro não muito distante. Com o 4D, o caminho já está traçado para uma imersão cada vez maior nos filmes. E o símbolo dessa transformação na relação do público com a telona é a (aparentemente) inevitável extinção da projeção em película. O sistema digital é porta de entrada para uma infinidade de efeitos que almejam inserir o público no filme - quase literalmente.

Maior rede de cinema de São Paulo - com 146 salas na cidade (211, incluindo a Grande São Paulo) e 256 no estado -, a americana Cinemark pretende digitalizar todas as suas projeções no Brasil até o final de 2013. Hoje, a película ainda prevalece em 84 de suas salas na cidade - o equivalente a quase 58% do total. O mesmo processo de digitalização também está em curso nos cinemas da mexicana Cinépolis, com 32 salas por aqui. E a expectativa dos responsáveis pela rede é de que até dezembro agora ela não trabalhe mais com película.

Mas... e você com isso? O que muda no seu cineminha de toda semana? Mais prática para exibir formatos como Imax, 3D e 4D, a projeção custa menos para os exibidores. Nem se anime: ingresso mais barato não virá tão cedo. Já as outras mudanças estão todas a caminho. E, como você pode ainda não ter entendido muitas delas, testamos tudo para descobrir o que pode animar a sua sessão - ou acabar com ela. Ramon Vitral

Encontrou algum erro? Entre em contato

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.