Seca põe região de Ribeirão Preto em alerta

A estiagem na região de Ribeirão Preto ameaça o abastecimento de água em várias cidades e causa preocupação em polos ecoturísticos. Em algumas localidades já estão há quase 40 dias sem chuva. A escassez de chuva é acompanhada pelo temor de novos focos de incêndios - a região responde por 40% das queimadas do Estado.

RENE MOREIRA , ESPECIAL PARA O ESTADO / FRANCA, O Estado de S.Paulo

22 de agosto de 2012 | 03h07

Segundo profissionais que atuam na área de ecoturismo, mais de 30 cachoeiras já teriam secado. Em algumas localidades, a situação é preocupante pela perda de receita. Em Altinópolis, a Cachoeira do Itambé, com uma queda d'água de 45 metros, praticamente desapareceu. O pouco da água que desce nas pedras vem das minas. A seca prejudicou o turismo ecológico, que já costuma sofrer o impacto do inverno e agora, sem chuva, viu o número de turistas despencar ainda mais.

Em cidades como Ribeirão Preto e Franca não chove há 33 dias - e a meteorologia não prevê chuvas pelo menos até o final deste mês. Em Franca, que tem um histórico problema de falta de água, o risco de as torneiras secarem levou a Sabesp a apressar a finalização de um novo conjunto de bombas no sistema de captação de água do Rio Canoas. Elas devem ficar prontas em setembro e ampliarão a produção em 180 litros por segundo, evitando um colapso de abastecimento na cidade.

Com a seca, a ocorrência de queimadas cresce. Em Barretos, a cidade mais ameaçada - já registrou 160 focos de incêndio neste ano -, a Defesa Civil está em alerta. Em outros municípios a preocupação também é grande em razão do histórico de acidentes ambientais causados pelo fogo. É o caso de Pedregulho, onde há menos de um ano um incêndio devastou uma área equivalente a pelo menos 500 campos de futebol no Parque Ecológico Furnas do Bom Jesus.

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