Secretaria deve devolver livros escolares 'inadequados'

A Secretaria de Estado da Educação deve devolver ou sugerir trocas às editoras de duas das seis obras excluídas do programa Ler e Escrever por considerá-las ?completamente inadequadas? para uso escolar. Ontem, o secretário Paulo Renato Souza admitiu que nem todas as obras foram lidas na íntegra antes de serem enviadas às escolas. O programa é voltado para o reforço da alfabetização de crianças de 6 a 10 anos.

AE, Agencia Estado

04 de junho de 2009 | 07h54

Considerada a ?mãe? do Ler e Escrever, a professora Iara Prado disse que os erros na seleção ocorreram porque o governo teve ?pressa? para colocar os livros nas escolas. A rede estadual tem mais de 5 mil colégios e cerca de 5 milhões de alunos. As duas obras devolvidas são Um Campeonato de Piadas, considerado pela pasta como ?preconceituoso?, e Dez na Área, Um na Banheira e Ninguém no Gol, com palavrões, conotação sexual e alusão ao crime organizado.

Foram gastos R$ 149 mil com as seis obras retiradas, dos quais R$ 53 mil com as devolvidas. No total, o programa previa 818 títulos comprados para crianças da 1ª a 4ª séries do fundamental. Ontem, a secretaria abriu uma exposição com os outros 812 títulos, que ficará por 15 dias, sede da secretaria. O secretário irritou-se ao ser questionado sobre o problema. ?Quero falar dos (livros) bons. Não quero voltar a falar dos ruins.? Paulo Renato disse que os livros ?não foram lidos na íntegra?.

Uma sindicância deve apontar os responsáveis pela aprovação dos títulos, que podem ser demitidos. Iara Prado afirma que a aquisição e a distribuição dos livros paradidáticos duraram cerca de um ano, tempo que deve saltar para ?dois anos a dois anos e meio?. Antes de ser adquirido, o livro passará pelo crivo de um especialista. Após a sindicância, o secretário promete punir os responsáveis. As editoras não se manifestaram sobre a troca ou devolução dos livros. Os 818 livros do programa custaram R$ 16,7 milhões. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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