'Secretária que falou sobre pagamento'

Consultei no início do ano uma profissional do convênio que não tocou no assunto dinheiro quando falei que gostaria de passar pelo parto normal.

O Estado de S.Paulo

02 Dezembro 2012 | 02h03

A secretária me ligou depois, comunicando a taxa que deveria ser paga caso eu fizesse questão do parto normal. Fiquei incomodada: por que ela não cobrou diretamente? Resolvi procurar outra médica do convênio. Não bastasse o parto normal, essa também cobrava separadamente o pré-natal.

A impressão que tenho é a de que médicos estão mais preocupados com remuneração do que com o atendimento. Não é regra geral, claro. Minha mãe enfrentou há pouco tempo um câncer, encontrou um profissional maravilhoso. Eu ainda não achei esse tipo de médico. Perdi o bebê em abril e agora estou grávida novamente. Estou disposta a pagar a taxa extra. Quero pelo menos tentar o parto normal.

Mas agora quero procurar com calma, encontrar um médico de convênio, com referência, atencioso. Até agora, todos primeiro falaram da dificuldade do parto normal, das dores, avisaram que talvez eu não consiga evitar a cesárea. Não ouvi ninguém dizer: 'Certo, você quer o parto normal, vamos trabalhar para isso'.

Eles argumentam que o parto normal é demorado, que não tem hora para começar nem para acabar. Mas o parto sempre foi assim, não? Por que então escolheram fazer obstetrícia? Hora marcada não se encaixa com quem se dedica a pôr crianças no mundo. Não quero ficar 12 horas tentando um parto normal. Mas marcar a cesárea já na primeira consulta é bem diferente.

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