Secretário diz que loteador deve ir para cadeia

Segundo Eduardo Hipólito do Rego, parte das invasões aconteceu após construção dos grandes condomínios e parcelamentos do solo

Reginaldo Pupo, ENVIADO ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

08 Novembro 2015 | 07h36

SÃO SEBASTIÃO - O secretário do Meio Ambiente de São Sebastião, Eduardo Hipólito do Rego, afirma que sua pasta e o ICC multiplicaram os trabalhos de fiscalização nas áreas invadidas e houve “recorde” de demolições de construções ilegais nos últimos dois anos. “As invasões são fruto de um fenômeno social de migração, que teve ápice na década de 90, recuou um pouco nos anos seguintes, e agora está de volta”, lamentou.

Segundo ele, parte das invasões aconteceu após a construção dos grandes condomínios e parcelamentos do solo, derivados da especulação imobiliária. “Ou seja, gente de alto poder aquisitivo se instalou e precisou cada vez mais dos serviços prestados por quem se dependura nas encostas da Serra do Mar. O litoral norte é um terreno fértil para ocupações desordenadas. Em 48 horas um invasor desmata, constrói um barraco, coloca uma criança de colo dentro. A partir daí fica complicado retirar. Loteador clandestino, que para mim é a raiz do problema, tem de ir para a cadeia”, afirmou.

Parcerias. Para o secretário, para enfrentar o problema, há necessidade de parcerias com quem divide as responsabilidades com o município. “Afinal, 82% de São Sebastião é Parque Estadual. Além do ICC, contamos com a Polícia Ambiental, a Militar e o Ministério Público. Todas as nossas principais ações nesses núcleos são feitas em conjunto e não há qualquer hipótese de agir sozinho.”

Rego, no entanto, afirma que é necessário desburocratizar procedimentos de investigação, agilizar mandados de prisão e multiplicar a fiscalização, “que precisa ser bem equipada”, para que as metas de preservação sejam atingidas.

“Houve tempo de muita omissão. E agora corremos para consertar os prejuízos com essas parcerias, ações de fiscalização e trabalhos de demolição de construções clandestinas.”

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