Secretario do Rio minimiza vazamento de petróleo

Segundo Júlio Bueno, acidente ocorrido no campo de Frade ficou marcado por reforçar o argumento do governo fluminense na discussão dos royalties

Reuters,

23 de novembro de 2011 | 12h21

O vazamento de petróleo no campo de Frade, operado pela Chevron, foi minimizado nesta quarta-feira, 23, por um secretário do Estado do Rio de Janeiro, que por outro lado vê o acidente como algo que reforça o argumento do governo fluminense na discussão dos royalties.

"Acidente por definição é um rompimento da normalidade, é um acidente, que se estou correto é da ordem de 3.000 barris de vazamento, e é indesejável. Mas se olhar acidentes no mundo, esse não pode ser considerado um grande acidente", disse o secretário de Desenvolvimento, Energia, Indústria e Serviços, Júlio Bueno.

Em entrevista a jornalistas durante evento no Rio, ele afirmou ainda que o acidente reforça os argumentos do governo de que o Estado deve receber uma compensação maior em termos de receitas geradas pela exploração do petróleo.

No Congresso Nacional, tramita um projeto que pode redefinir a distribuição dos royalties do petróleo, reduzindo a receita do Rio.

"Isso aí dá visibilidade para a discussão dos royalties... Do jeito que está sendo feita a discussão, é uma completa irracionalidade", declarou ele.

Segundo o governo, um dos argumentos é de que o Estado usa parte da receita com royalties para medidas preventivas e compensatórias.

 

a segunda-feira, o secretário estadual de Meio Ambiente, Carlos Minc, anunciou que a procuradoria geral do Estado do Rio de Janeiro vai entrar na Justiça com um ação civil pública para requerer a indenização da empresa americana de 100 milhões de reais. 

 

 

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